Governadores assumem protagonismo e se posicionam após ofensiva dos EUA na Venezuela

Governadores assumem protagonismo e se posicionam após ofensiva dos EUA na Venezuela

Líderes estaduais destacam defesa da liberdade, democracia e estabilidade regional diante da queda de Maduro

Governadores brasileiros usaram as redes sociais neste sábado (3) para se manifestar sobre a ofensiva militar dos Estados Unidos contra a Venezuela e a captura de Nicolás Maduro. As reações evidenciaram um forte contraste político no país: enquanto governadores de oposição ao Planalto enxergaram a ação como um passo decisivo rumo à libertação do povo venezuelano, aliados do governo federal adotaram um discurso de cautela e crítica à intervenção estrangeira.

Entre os que celebraram o desfecho, o governador de Goiás, Ronaldo Caiado (União Brasil), classificou o episódio como um marco histórico para a Venezuela. Para ele, o momento simboliza a chance de reconstrução democrática, com liberdade e prosperidade para um povo que, segundo afirmou, viveu sob um regime autoritário por anos.

No Paraná, o governador Ratinho Júnior (PSD) foi direto ao elogiar a decisão dos Estados Unidos, destacando que a ação representa o fim de décadas de opressão. Em sua avaliação, trata-se de uma resposta firme contra tiranos que sufocaram a democracia venezuelana.

Já o governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), ressaltou que o colapso do chavismo pode abrir caminho para a paz e a estabilidade no país vizinho. Ele apontou que o regime de Maduro isolou a Venezuela do mundo, destruiu sua economia e forçou milhões de cidadãos a deixarem o país, servindo como alerta sobre os efeitos de governos autoritários.

No Rio Grande do Sul, Eduardo Leite (PSD) adotou um tom mais equilibrado. Embora tenha feito duras críticas ao regime chavista e às violações de direitos humanos, ponderou que a intervenção militar de uma potência estrangeira gera preocupação e aumenta o risco de instabilidade na América do Sul.

O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), também se manifestou por meio de vídeo, destacando que ditaduras não se sustentam sozinhas e só sobrevivem graças à conivência e ao apoio externo. Para ele, a queda de Maduro expõe anos de omissão internacional diante do avanço do autoritarismo na Venezuela.

Do outro lado, governadores alinhados ao governo federal condenaram a ofensiva americana. Elmano de Freitas (PT), do Ceará, classificou a ação como perigosa e alertou para os riscos de precedentes no direito internacional. Helder Barbalho (MDB), do Pará, reconheceu o caráter autoritário do regime venezuelano, mas criticou duramente a captura de um chefe de Estado por uma potência estrangeira, afirmando que o episódio agride a ordem internacional.

Na Bahia, o governador Jerônimo Rodrigues (PT) reforçou o apoio à posição do presidente Lula, afirmando que acompanha a situação de brasileiros e baianos que estejam na Venezuela.

As manifestações mostram que, diante de um dos episódios mais graves da geopolítica recente na América do Sul, os governadores brasileiros assumiram papel central no debate, apresentando visões distintas, mas deixando claro que a crise venezuelana ultrapassou fronteiras e se tornou um tema incontornável para a liderança política regional.

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