
Governo anuncia taxa de 1% para liberar recursos das “emendas Pix”
Cobrança será destinada a aprimorar os sistemas de transparência nos repasses e deve gerar R$ 73 milhões em 2025
O governo federal vai começar a cobrar uma taxa de 1% sobre as chamadas “emendas Pix” — aquelas transferências rápidas feitas para repassar recursos públicos. A cobrança funcionará como um “pedágio” toda vez que o dinheiro for liberado, segundo informações que circulam no Ministério da Gestão e Inovação.
A justificativa oficial é que essa nova taxa será usada para investir na melhoria dos sistemas que garantem transparência e controle sobre esses repasses, buscando evitar fraudes e dar mais segurança ao processo.
Em números, a expectativa é que essa taxa gere cerca de R$ 73 milhões para os cofres públicos neste ano, considerando que o total de emendas liberadas via Pix deve alcançar R$ 7,3 bilhões em 2025.
Embora o governo afirme que o valor será revertido para garantir a eficiência dos sistemas, essa cobrança não deixa de causar críticas por onerar recursos que deveriam ir diretamente para as áreas beneficiadas. A decisão ainda está em fase de regulamentação, mas já levanta discussões sobre o impacto no acesso e na agilidade dessas liberações.
O desafio agora é mostrar que esse “pedágio” trará mais ganhos do que transtornos para a gestão dos recursos públicos.