Guerra entre Israel, EUA e Irã entra no 4º dia com ofensivas estratégicas e avanço militar contra Teerã

Guerra entre Israel, EUA e Irã entra no 4º dia com ofensivas estratégicas e avanço militar contra Teerã

Israel intensifica ataques ao aparato de inteligência iraniano com apoio dos EUA e liderança firme de Trump

A guerra envolvendo Israel, Estados Unidos e Irã chegou ao quarto dia nesta terça-feira (3) com novas baixas consideradas estratégicas para o regime iraniano. O conflito, que teve início após bombardeios coordenados contra alvos militares em território iraniano, segue em escalada e demonstra que ambos os lados estão dispostos a manter os combates.

A ofensiva foi justificada por Washington como uma ação necessária para conter o avanço do programa nuclear iraniano. O presidente Donald Trump tem defendido publicamente as operações, afirmando que os ataques continuarão até que a capacidade militar do Irã seja neutralizada.

Alvos estratégicos atingidos em Teerã

Nos últimos dias, as Forças de Defesa de Israel ampliaram a ofensiva contra estruturas de inteligência e segurança interna do regime iraniano. Entre os alvos atingidos estão autoridades ligadas ao Ministério da Inteligência e à repressão interna do país.

De acordo com informações divulgadas por Israel, foram mortos o vice-ministro da Inteligência para “Assuntos de Israel”, Sayed Yahya Hamidi, e o chefe da divisão de espionagem, Jalal Pour Hossein. A operação também mirou órgãos responsáveis por reprimir protestos internos, numa tentativa de enfraquecer o núcleo de sustentação do regime.

O complexo residencial do aiatolá Ali Khamenei, morto no início da ofensiva, também foi atingido. A morte do líder supremo iraniano marcou um dos episódios mais impactantes do conflito até agora.

Novo front no Líbano e ofensiva contra o Hezbollah

Além das ações dentro do Irã, Tel Aviv abriu um novo front no Líbano, mirando posições do grupo Hezbollah — organização apoiada por Teerã. Segundo Israel, o chefe do quartel-general de inteligência do grupo, Hussein Meklad, foi eliminado em bombardeios.

A movimentação ocorreu após ataques do Hezbollah contra uma base israelense com mísseis e drones, alegadamente em resposta à morte de Khamenei. A resposta israelense foi imediata e cirúrgica.

Retaliações iranianas e tensão regional

O Irã, alegando direito de autodefesa, segue lançando mísseis contra bases norte-americanas no Oriente Médio e contra território israelense. Houve registros de ataques no Kuwait, no Catar e na Arábia Saudita.

Teerã afirmou ter abatido um caça F-35 dos EUA, versão negada pelo Comando Central norte-americano (CENTCOM), que atribuiu a queda a fogo amigo das forças locais.

Apesar da ampliação dos ataques, a mídia estatal iraniana declarou que instalações petrolíferas não são alvo prioritário, focando principalmente em bases militares.

Alerta máximo e retirada de cidadãos

Diante da escalada do conflito, o governo dos Estados Unidos recomendou que cidadãos norte-americanos deixem imediatamente 14 países do Oriente Médio, incluindo Bahrein, Egito, Israel, Jordânia, Kuwait, Líbano, Catar e Arábia Saudita. O alerta também abrange áreas da Cisjordânia e da Faixa de Gaza.

Trump reforça posição firme e promete continuidade das operações

Donald Trump afirmou que os ataques representam a “última e melhor chance” de impedir o avanço nuclear iraniano. Segundo o presidente, a ofensiva continuará até que a infraestrutura militar do Irã esteja completamente comprometida.

A postura firme de Washington, aliada à ofensiva estratégica israelense, reforça a mensagem de que a prioridade é impedir que Teerã amplie sua capacidade militar e nuclear.

Enquanto mísseis continuam cruzando o céu do Oriente Médio, o mundo observa com atenção um conflito que já redesenha o equilíbrio geopolítico da região.

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