Haddad reafirma compromisso com a justiça social e promete resistir às pressões

Haddad reafirma compromisso com a justiça social e promete resistir às pressões

Ministro da Fazenda destaca avanços nas políticas tributárias e critica resistência política às reformas que beneficiam os mais pobres

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, declarou nesta segunda-feira que o governo seguirá firme na missão de promover a justiça social por meio de políticas públicas, mesmo diante das fortes pressões contrárias que tem enfrentado. Durante o lançamento do Plano Safra voltado à agricultura familiar, Haddad fez críticas ao governo anterior de Jair Bolsonaro e enfatizou que o Executivo está empenhado em corrigir falhas na legislação que permitem que os mais ricos paguem menos impostos do que deveriam.

Ele ressaltou que o Congresso recentemente bloqueou uma tentativa do governo de aumentar o Imposto sobre Operações Financeiras (IOF), o que demonstra a resistência que ainda existe contra medidas tributárias progressivas. Além disso, outras propostas fiscais, contidas em medidas provisórias, também enfrentam obstáculos políticos e econômicos.

Haddad lembrou que, durante a gestão Bolsonaro, a tabela do Imposto de Renda não foi atualizada, penalizando a população de menor renda. Por isso, o governo atual defende a reforma tributária que isenta pessoas que ganham até R$ 5 mil mensais, compensando essa redução com uma alíquota mínima de até 10% para os mais ricos.

O ministro afirmou que, após a reforma, os contribuintes com maiores rendimentos continuarão pagando taxas semelhantes às que hoje são cobradas de profissionais como professores e bombeiros, e que, portanto, não vê motivos para tanto alarde.

“Vamos continuar fazendo justiça social, podem gritar, falar o que quiserem. Vai chegar a hora do debate, mas não vamos recuar. O Brasil precisa de justiça, e não podemos nos intimidar”, afirmou Haddad.

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