
Hamas anuncia fim da guerra com Israel e inicia fase de cessar-fogo
Khalil al-Hayya confirma acordo mediado pelos EUA e aponta início da retirada de tropas, libertação de reféns e entrada de ajuda humanitária em Gaza.
O líder do Hamas, Khalil al-Hayya, declarou nesta quinta-feira (9/10) que o conflito com Israel chegou ao fim após a assinatura de um acordo inicial de cessar-fogo, mediado pelos Estados Unidos e outros intermediários internacionais. “Israel e Hamas chegaram a um acordo para encerrar a guerra e a agressão contra nosso povo”, afirmou al-Hayya em discurso dirigido à população palestina.
Segundo ele, o pacto permitirá um cessar-fogo duradouro, a entrada de ajuda humanitária em Gaza e a abertura da passagem de fronteira com o Egito. Além disso, o acordo prevê a libertação de 250 palestinos condenados à prisão perpétua e de 1.700 moradores de Gaza detidos desde o início da guerra, há dois anos.
Al-Hayya ressaltou que os mediadores internacionais e os Estados Unidos deram garantias de que o acordo deve levar ao fim completo do conflito, trazendo esperança para milhões de civis afetados pela violência.
Ainda não foram divulgados detalhes sobre pontos críticos do acordo, como a possível entrega de armas pelo Hamas ou a presença de forças internacionais para estabilizar o território. A primeira fase do pacto foi assinada nesta quinta-feira no Egito, reunindo representantes de Israel e do Hamas.
Entre as medidas da fase inicial, estão previstas:
- Libertação de centenas de prisioneiros palestinos;
- Retirada parcial das tropas israelenses de áreas estratégicas em Gaza;
- Entrada diária de centenas de caminhões de ajuda humanitária, incluindo alimentos e suprimentos médicos.
O gabinete de segurança de Israel ainda deve aprovar formalmente o cessar-fogo nesta quinta-feira, e o início da trégua está previsto para 24 horas após a ratificação.
O anúncio marca um passo significativo rumo à estabilização de Gaza, dando um respiro à população que sofre com deslocamento, destruição e carência de recursos básicos desde o início do conflito em outubro de 2023.