
Hamas avalia proposta de Trump para cessar-fogo em Gaza
Grupo promete resposta após consultas internas entre líderes políticos e militares
O plano de paz apresentado por Donald Trump para encerrar a guerra em Gaza entrou em um ponto decisivo. O premiê israelense Benjamin Netanyahu já deu sinal verde, mas impôs condições duras. Do outro lado, o Hamas iniciou um processo de consultas internas para decidir se aceita ou não os termos do acordo.
Segundo fontes palestinas, o movimento islâmico reuniu líderes políticos e militares para avaliar os 20 pontos do plano. O Catar confirmou que a proposta será estudada “com responsabilidade” e que ainda haverá conversas com representantes da Turquia.
O acordo proposto por Trump prevê cessar-fogo imediato, libertação de reféns israelenses em até 72 horas e retirada gradual das tropas de Israel da Faixa de Gaza. Em troca, o Hamas teria de entregar as armas e ficaria fora de qualquer futuro governo local. Além disso, uma força internacional temporária de estabilização seria criada, com participação do ex-premiê britânico Tony Blair, sob coordenação de Trump.
Netanyahu, apesar de apoiar a proposta, deixou claro que rejeita a criação de um Estado palestino e avisou que as forças de Israel permanecerão em Gaza. Internamente, sua posição já provocou críticas de ministros, que veem o acordo como “fracasso diplomático”.
Enquanto líderes debatem, a população de Gaza reage com ceticismo. “É irrealista, o Hamas não vai aceitar”, disse um morador à AFP, temendo que a guerra continue. O conflito, iniciado após o ataque do Hamas em 7 de outubro de 2023, já deixou mais de 66 mil palestinos mortos, a maioria civis, além de 1.219 vítimas israelenses.