
Irã ameaça intensificar guerra e alerta que petróleo pode chegar a US$ 200
Teerã promete ataques contínuos, ameaça navios e diz que não permitirá exportação de energia para países rivais
A guerra no Oriente Médio ganhou um novo e preocupante capítulo nesta quarta-feira. Autoridades militares do Irã afirmaram que o conflito contra Estados Unidos e Israel continuará com ataques constantes e alertaram que o preço do petróleo pode disparar para US$ 200 por barril se a crise regional se aprofundar.
A declaração foi feita após novos confrontos no Golfo Pérsico, onde três navios mercantes foram atingidos por projéteis ainda não identificados. O episódio aumenta o temor global de que a guerra possa interromper rotas estratégicas de energia.
Segundo o porta-voz militar iraniano Ebrahim Zolfaqari, o mundo precisa se preparar para um choque no mercado energético.
“Preparem-se para o petróleo a 200 dólares. O preço depende da estabilidade regional que vocês mesmos desestabilizaram”, afirmou, em referência direta aos Estados Unidos.
Estreito de Ormuz segue fechado e ameaça abastecimento mundial
O epicentro da crise continua sendo o Estreito de Ormuz, uma passagem marítima vital por onde normalmente circula cerca de 20% de todo o petróleo consumido no planeta.
Desde o início da guerra, a rota permanece praticamente bloqueada, gerando a maior interrupção no fluxo global de energia desde as crises do petróleo da década de 1970.
Mesmo após os intensos ataques conduzidos por Estados Unidos e Israel, o governo iraniano insiste que ainda possui capacidade de retaliar e interromper o fornecimento mundial de combustível.
Teerã também declarou que não permitirá a exportação de “nem um litro de petróleo” para países considerados inimigos.
Navios atacados e tensão crescente no Golfo
Agências internacionais de segurança marítima informaram que 14 embarcações comerciais já foram atingidas desde o início do conflito na região.
Entre os navios atingidos recentemente estão:
- um cargueiro de bandeira tailandesa que pegou fogo após uma explosão
- um navio de contêineres japonês
- um graneleiro registrado nas Ilhas Marshall
Em todos os casos, as tripulações foram evacuadas para evitar vítimas.
Esses ataques aumentam o medo de que petroleiros também se tornem alvos diretos da guerra, o que poderia desencadear um choque energético global.
Novo líder iraniano surge em meio ao conflito
A crise também envolve mudanças dramáticas no comando político do Irã. O novo líder supremo do país, Mojtaba Khamenei, assumiu o poder após a morte de seu pai, Ali Khamenei, durante ataques no início da guerra.
Fontes ouvidas pela imprensa internacional afirmam que Mojtaba teria sofrido ferimentos leves durante os bombardeios iniciais, mas autoridades iranianas dizem que ele permanece ativo e no comando.
Enquanto isso, multidões foram às ruas de Teerã para funerais de comandantes militares mortos nos ataques.
Guerra ameaça economia global
Apesar da escalada militar, os mercados financeiros ainda apostam que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, possa encontrar uma saída rápida para o conflito iniciado ao lado de Israel.
Os preços do petróleo chegaram a se aproximar de US$ 120 por barril no início da semana, mas depois recuaram para a faixa de US$ 90, refletindo a expectativa de uma possível solução diplomática.
Mesmo assim, especialistas alertam que, quanto mais tempo a guerra durar, maior será o impacto na economia mundial — especialmente se o Estreito de Ormuz continuar fechado.
Com o comércio global de energia ameaçado e ataques ocorrendo em vários pontos do Oriente Médio, cresce o temor de que o conflito evolua para uma crise internacional ainda mais ampla, com efeitos diretos no preço dos combustíveis, na inflação e na estabilidade econômica de diversos países. 🌍⛽