
Irã ameaça Trump e promete “preço alto” após morte de líder em conflito com EUA e Israel
Autoridades iranianas intensificam discurso de retaliação enquanto guerra entra no quinto dia e tensão militar cresce no Oriente Médio
A tensão entre Irã, Estados Unidos e Israel atingiu um novo nível nesta semana. O secretário do Conselho Supremo de Segurança Nacional iraniano, Ali Larijani, fez duras ameaças ao presidente americano Donald Trump, afirmando que Washington e seus aliados pagarão um “preço alto” pelo assassinato do líder religioso Ali Khamenei.
A morte de Khamenei ocorreu no último sábado durante uma ofensiva militar atribuída à aliança entre Estados Unidos e Israel. Desde então, o Oriente Médio vive dias de tensão crescente, com troca de ataques e ameaças de novas operações militares.
Irã acusa Trump e Netanyahu de levar os EUA a uma guerra
Em mensagem publicada na rede social X, Larijani acusou Trump e o primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu de arrastarem o povo americano para um conflito que, segundo ele, poderá trazer consequências graves.
O dirigente iraniano também questionou o custo humano da guerra para os Estados Unidos. De acordo com ele, centenas de soldados americanos teriam sido mortos ou feridos desde o início das hostilidades — números que não foram confirmados oficialmente por Washington.
Larijani declarou que a morte de Khamenei será lembrada como um episódio que exigirá vingança.
Segundo ele, a história ainda está longe de terminar e a resposta iraniana poderá ser severa.
Guarda Revolucionária promete ataques ainda mais intensos
As ameaças não vieram apenas de Larijani. O porta-voz da Guarda Revolucionária Islâmica, o general Ali Mohammad Naeini, afirmou que os próximos ataques contra alvos americanos e israelenses poderão ser ainda mais devastadores.
Segundo o general, os mísseis iranianos foram modernizados e possuem tecnologia mais avançada do que os utilizados em conflitos anteriores. Ele também declarou que os inimigos do Irã devem esperar ataques contínuos.
A ofensiva militar iraniana, chamada de Operação Verdadeira Promessa 4, teria atingido bases militares e instalações estratégicas ligadas aos Estados Unidos e a Israel na região.
De acordo com autoridades iranianas, centenas de militares americanos teriam sido mortos ou feridos nos primeiros dias da operação. O governo americano, porém, afirma que apenas alguns soldados morreram até agora.
Diplomacia rompida e acusações contra Trump
A crise também ganhou dimensão diplomática. O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, acusou Donald Trump de ter abandonado negociações nucleares que estavam em andamento entre os dois países.
Segundo ele, o ataque que resultou na morte de Khamenei ocorreu justamente quando havia discussões delicadas sobre o programa nuclear iraniano.
Para o chanceler, a decisão de partir para a ofensiva militar representou uma ruptura com a diplomacia e um gesto que poderá ampliar ainda mais o conflito.
EUA afirmam ter eliminado líder ligado a plano contra Trump
Enquanto o Irã promete vingança, o governo americano anunciou uma operação militar que teria eliminado um comandante iraniano suspeito de liderar uma unidade responsável por um plano para assassinar Trump.
O anúncio foi feito pelo secretário de Defesa Pete Hegseth, que afirmou que o alvo foi localizado e morto em uma operação conduzida pelas forças armadas dos Estados Unidos.
O nome do líder iraniano não foi divulgado, e autoridades de Teerã ainda não confirmaram a morte.
Conflito pode se ampliar nos próximos dias
O presidente Donald Trump declarou que as operações militares continuarão até que a capacidade de ataque do Irã seja neutralizada.
Enquanto isso, o Oriente Médio vive dias de extrema tensão. Com ameaças de novos ataques, discursos cada vez mais duros e movimentação militar na região, cresce o temor de que o confronto evolua para uma guerra ainda maior entre potências regionais e globais.