Israel desmente Greta Thunberg e diz que flotilha não levava ajuda humanitária a Gaza

Israel desmente Greta Thunberg e diz que flotilha não levava ajuda humanitária a Gaza

Após interceptar as embarcações, o governo israelense afirmou que os navios estavam vazios e que o suposto envio de mantimentos era apenas uma manobra de propaganda. Greta foi detida e deverá ser deportada.

O governo de Israel afirmou nesta sexta-feira (3) que nenhuma das embarcações da Global Sumud Flotilla, grupo que dizia levar ajuda humanitária à Faixa de Gaza, transportava qualquer tipo de mantimento. Entre os detidos estava a ativista Greta Thunberg, que, segundo as autoridades, foi mantida sob segurança e deverá ser deportada nos próximos dias.

De acordo com o Ministério das Relações Exteriores de Israel, a flotilha — composta por cerca de 40 barcos — foi interceptada em alto-mar, e a inspeção revelou ausência total de alimentos, medicamentos ou suprimentos.

“As dependências estavam completamente vazias”, relatou o porta-voz Dean Elsdunne, que participou da inspeção. Segundo ele, a operação da flotilha “nunca teve relação com ajuda humanitária”, mas sim com busca por visibilidade e manchetes internacionais.

A última embarcação foi interceptada na sexta-feira, e o governo israelense reforçou que nenhum dos navios detidos transportava qualquer item de ajuda. Para o porta-voz, a ação teve “caráter midiático”, e não humanitário.

Apesar das declarações oficiais, organizações internacionais e ativistas continuam afirmando que a missão tinha o objetivo de levar apoio simbólico e suprimentos básicos à população de Gaza, isolada e em crise humanitária desde o início da guerra.

Enquanto isso, outras flotilhas seguem navegando em direção à região. A Freedom Flotilla Coalition anunciou que o navio Conscience partiu da Itália com cerca de cem ativistas — entre eles profissionais de saúde e jornalistas — e deve se aproximar da costa palestina nos próximos dias. Outros oito barcos também deixaram o país, e novas embarcações zarparam da Turquia, somando mais de 40 navios com destino à Faixa de Gaza.

Israel, no entanto, permanece em estado de alerta máximo. O governo já avisou que qualquer embarcação que ultrapasse a zona de segurança marítima será interceptada e deportada.

Antes da interceptação, as autoridades israelenses afirmaram ter oferecido uma rota alternativa aos ativistas, fora da área de conflito. Mesmo assim, os integrantes da flotilha — incluindo Greta Thunberg — decidiram seguir rumo direto a Gaza, em descumprimento ao bloqueio naval imposto pelo país.

Em comunicado publicado na plataforma X (antigo Twitter), o Ministério das Relações Exteriores de Israel declarou:

“A flotilha foi informada de que estava se aproximando de uma zona de combate ativa e violando um bloqueio naval legal. O único propósito dessa viagem era provocar.”

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