
Israel elimina tarifas sobre produtos dos EUA antes de sanções de Trump
Decisão busca fortalecer economia israelense e manter relações comerciais com Washington
O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, anunciou nesta terça-feira (1º) a revogação de todas as tarifas alfandegárias aplicadas a produtos dos Estados Unidos. A medida foi tomada na véspera do esperado “tarifaço” do presidente americano Donald Trump, que pretende impor novas taxações sobre importações de diversos países, incluindo aliados históricos.
Netanyahu justificou a decisão como parte de uma estratégia de longo prazo para aumentar a competitividade do mercado israelense. “A eliminação dessas tarifas reforça a política que temos conduzido há uma década: abrir o mercado à concorrência, ampliar a variedade de produtos e reduzir o custo de vida para os cidadãos”, afirmou.
Movimento estratégico diante da pressão americana
Trump já havia sinalizado a imposição de uma tarifa de 25% sobre o aço e o alumínio brasileiros e prometeu ampliar as restrições comerciais nesta quarta-feira (2). O republicano vem reforçando um discurso protecionista e chegou a criticar países aliados, acusando-os de agir como adversários dos Estados Unidos no comércio global.
A decisão de Israel visa manter uma relação sólida com Washington e evitar que seus produtos entrem na lista de alvos do governo americano. Netanyahu enfatizou que a medida fortalece os laços entre os dois países. “Continuaremos a trabalhar para eliminar barreiras comerciais e aprofundar nossa parceria especial com os EUA”, garantiu.
Impacto no cenário internacional
A decisão ocorre no mesmo dia em que Trump declara o chamado “Dia da Libertação na América”, justificando suas novas tarifas como uma forma de impulsionar a indústria nacional. No entanto, a medida pode gerar tensão com parceiros estratégicos e influenciar o comércio global, especialmente para países que dependem das exportações para os EUA.
Israel, por sua vez, busca se antecipar ao impacto das sanções, garantindo benefícios para seus consumidores e evitando possíveis retaliações econômicas.