
Janja e a tal “caixinha”: quando a primeira-dama prefere o carimbo do passaporte ao da burocracia
Entre críticas, viagens e discursos polêmicos, Janja diz que pensou em abandonar Brasília — mas segue firme nas agendas internacionais
Rosângela da Silva, a Janja, resolveu abrir o coração: em entrevista, contou que já pensou em largar Brasília e voltar para casa com suas cachorras. O motivo? As críticas por não se encaixar na “caixinha” reservada historicamente às primeiras-damas — aquela vitrine decorativa montada por homens, segundo ela.
Mas, convenhamos, se não cabe na caixinha, sempre cabe no avião oficial. Afinal, entre um discurso atravessado para o presidente da China, uma cutucada em Elon Musk e as agendas no G-20, a primeira-dama vai colecionando milhas enquanto garante que “trabalha muito”. Talvez seja por isso que, quando o assunto é o governo, a percepção seja de que ela vive mais na área VIP dos aeroportos do que em Brasília.
Janja se queixou de ter sido detonada por abordar Xi Jinping sobre o caso da menina de 8 anos que morreu inalando desodorante. Segundo ela, quando falou, foi atacada; quando um “influenciador branquinho” tocou no mesmo tema, virou comoção nacional. Ironia do destino: quem não queria a tal caixinha acabou se prendendo numa de vidro, onde cada frase dita vira espetáculo.
No mais, ela garante que não vai se calar: promete atuar em 2026, de olho no eleitorado feminino e até nas evangélicas. Michelle Bolsonaro? Nem perda de tempo — disse que não vai xingar marido de ninguém. E sobre Lula, reforçou que, mesmo sem precisar, ela se vê no direito de protegê-lo de ataques.
No fim das contas, Janja até pensou em ir embora… mas segue por aí, representando o Brasil em eventos mundo afora. Talvez não queira a caixinha, mas a mala — essa sim — continua sempre pronta. ✈️