
José Dirceu dá lição de moral no Congresso… como se nunca tivesse sido condenado
Condenado por corrupção e lavagem de dinheiro, ex-ministro volta a falar sobre ética e mudança do país
No último domingo (21), José Dirceu, o ex-ministro e condenado em processos da Lava Jato, resolveu dar uma aula de moral à nação. Durante manifestação em apoio ao governo Lula em Brasília e em mais de 30 cidades, o “grande estrategista” do PT afirmou que, para mudar o Brasil, seria necessário mudar o Congresso Nacional.
“Temos que tomar consciência de que, para mudar esse País, temos que mudar o Congresso Nacional”, declarou Dirceu, criticando a PEC da Blindagem e o projeto de anistia a envolvidos em atos golpistas. Ironia das ironias: um homem que escapou das consequências de suas próprias condenações graças ao STF agora se apresenta como guardião da ética e do interesse público.
O ex-ministro aproveitou o palco para defender mais impostos sobre os ricos, lançando a sigla bem-humorada BBB — Bilionários, Bancos e Bets — e atacou a família Bolsonaro e aliados, alinhando-os com Donald Trump. Dirceu ainda se articula para disputar uma vaga na Câmara em 2026, prometendo derrotar os inimigos políticos e reeleger Lula, enquanto lidera um ato que muitos observam como uma encenação de moralidade por quem já conheceu bem a falta dela.
A manifestação seguiu do Museu Nacional até o Congresso, com faixas dizendo “sem anistia para golpista” e “Congresso inimigo do povo”. Curiosamente, quem lidera o ato criticando corrupção e blindagem já passou pelas lentes da Lava Jato e pela própria anistia judicial que lhe permitiu voltar à cena política.
É um espetáculo de contradições: um condenado por corrupção pregando mudanças éticas e defendendo impostos, enquanto se prepara para reassumir o poder legislativo que ele mesmo já tentou manipular. Um verdadeiro manual de ironia política à brasileira.