Justiça autoriza início de curso de medicina voltado ao MST em dezembro

Justiça autoriza início de curso de medicina voltado ao MST em dezembro

Com turma formada por assentados, quilombolas e educadores populares, o programa da UFPE em Caruaru foi liberado por decisão judicial e terá seleção alternativa ao vestibular tradicional.

Após decisão favorável da Justiça Federal, o curso de medicina da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) voltado a beneficiários do Pronera (Programa Nacional de Educação na Reforma Agrária) começará oficialmente em dezembro deste ano.

A decisão permite a continuidade do projeto, que terá uma turma de 80 estudantes, formada por assentados, acampados, quilombolas, educadores populares e famílias ligadas ao Crédito Fundiário. As aulas serão ministradas no campus de Caruaru, no agreste pernambucano, a cerca de 130 quilômetros do Recife.

O curso foi alvo de questionamentos por não utilizar o vestibular tradicional como forma de ingresso, adotando um processo seletivo próprio voltado a comunidades rurais e movimentos sociais. O juiz federal responsável pelo caso, no entanto, entendeu que a proposta respeita o objetivo do Pronera, que é promover inclusão educacional e reduzir desigualdades no campo.

A iniciativa marca um passo importante na democratização do acesso ao ensino superior e simboliza um avanço para grupos historicamente excluídos das universidades públicas. Para o MST e parceiros do projeto, o curso representa a chance de formar médicos com compromisso social e vínculo com as comunidades onde nasceram — um gesto que une justiça, educação e reparação histórica.

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