
Lindbergh admite falhas e tenta reagir à queda de popularidade de Lula
Líder do PT reconhece erros, mas acredita que governo pode reverter cenário
Diante do aumento da desaprovação ao governo Lula, o líder do PT na Câmara, Lindbergh Farias (RJ), resolveu encarar o problema de frente. Em vez de negar a realidade ou jogar a culpa no público, ele fez um raro mea culpa: “A culpa não é do povo, é nossa”, afirmou, destacando que o governo precisa se movimentar mais politicamente para reverter a situação.
A pesquisa Genial/Quaest divulgada nesta quarta-feira (2) revelou um dado preocupante para o Planalto: a reprovação ao presidente atingiu 56%, o pior índice desde o início do mandato. Apesar disso, Lindbergh se mantém confiante de que é possível virar o jogo.
Mudança na comunicação ainda não surtiu efeito
Na tentativa de melhorar sua imagem, Lula trocou o comando da Secretaria de Comunicação no início do ano, nomeando o marqueteiro Sidônio Palmeira para o cargo. No entanto, os resultados ainda não apareceram, e Lindbergh acredita que a reversão da crise demanda tempo.
Para o petista, a queda na popularidade está ligada a fatores como o aumento no preço dos alimentos e a confusão em torno das mudanças nas regras do Pix, temas explorados pela oposição. Ele ressalta, no entanto, que o governo tem números positivos para apresentar: “Temos o menor índice de desemprego desde 2012, retiramos 24 milhões de pessoas da miséria e aumentamos a renda da população. O problema é que muita gente não está associando essas conquistas ao presidente Lula”, disse.
Comparação com Bolsonaro e esperança de recuperação
Lindbergh também recorreu a um paralelo com o ex-presidente Jair Bolsonaro para acalmar os ânimos dentro do PT. Ele lembrou que, em 2022, Bolsonaro entrou na campanha com altos índices de reprovação e, ainda assim, chegou competitivo à disputa.
“Bolsonaro teve 53% de ruim e péssimo em dezembro de 2021, às vésperas da eleição. Quando um governo entra em ação e mostra suas entregas, isso tem peso. E todos nós estamos com vontade de ir para a luta”, reforçou.
A grande questão agora é se Lula conseguirá, de fato, reconquistar o apoio popular a tempo de transformar a queda de popularidade em uma nova arrancada política.