Lula aplaude Haddad e reafirma responsabilidade fiscal — na terra dos 24 impostos novos

Lula aplaude Haddad e reafirma responsabilidade fiscal — na terra dos 24 impostos novos

Enquanto Brasil se afoga em uma das cargas tributárias mais altas do mundo, o presidente celebra o ministro da Fazenda por “segurar a economia” e insiste que a decisão final é só dele — e só dele mesmo

Nessa quarta-feira (25), Lula resolveu puxar a orelha da imprensa — que, segundo ele, só quer “uma manchete desgraçada” — e, de quebra, distribuir uma salva de palmas para o ministro da Fazenda, Fernando Haddad. O motivo? A tal “responsabilidade fiscal” com que Haddad está “segurando as pontas” da economia brasileira.

O presidente não economizou na ironia ao lembrar que, no seu governo, quem decide mesmo é ele: “Ministro não decide o que faz, só o que me apresenta”, explicou com aquela generosidade típica de quem já tem nas costas o peso de 24 novos impostos criados em menos de três anos.

Para os que se perguntam como o Brasil foi parar entre os países com a maior carga tributária do planeta, Lula tem a resposta: tudo sob controle. Segundo ele, não precisa cobrar responsabilidade fiscal porque, afinal, “quem manda sou eu” — e pronto.

No meio desse cenário, o Congresso deve votar um projeto que promete derrubar o aumento do IOF, imposto que Haddad tentou subir e que foi alvo de reclamação geral. A manobra revela o jogo de empurra-empurra típico do governo: anunciar imposto, recuar, e deixar a conta para a população.

Ah, e para fechar o pacote do dia, Lula aproveitou um evento sobre biocombustíveis para anunciar o aumento obrigatório da mistura de etanol na gasolina e biodiesel no diesel. Mais uma medida que, no fim das contas, recai no bolso do consumidor.

No fundo, o Brasil segue naquele clássico esquema: criar imposto, aumentar imposto, elogiar quem aumenta, dizer que tem responsabilidade fiscal, e deixar a conta para quem trabalha pagar.

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