Lula conecta Roraima ao Sistema Elétrico Nacional e provoca Trump

Lula conecta Roraima ao Sistema Elétrico Nacional e provoca Trump

Inauguração do Linhão do Tucuruí promete reduzir contas de luz e integrar Roraima à rede de energia do país

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva acionou, ontem, a linha de transmissão que liga Roraima ao Sistema Interligado Nacional (SIN), conhecida como Linhão do Tucuruí. Até então, o estado era o único do Brasil sem conexão com a rede elétrica nacional. Durante a cerimônia em Brasília, Lula destacou que poucos países possuem um sistema interligado como o brasileiro e aproveitou para ironizar os Estados Unidos, que operam com três redes elétricas separadas.

“Enquanto alguns brigam, nós conectamos o país. Aqui tudo funciona integrado, e ainda vamos interligar outros países da América do Sul”, disse Lula, lembrando que o Brasil já está conectado a Paraguai, Uruguai, Argentina e Venezuela. Em tom de brincadeira, o presidente sugeriu até a possibilidade de “emprestar” o sistema para os EUA, perguntando se dava para construir um linhão até Nova York.

A conexão de Roraima ao SIN deve reduzir o uso de energia térmica e, consequentemente, os custos de eletricidade no estado. O investimento na linha de transmissão foi de R$ 2,6 bilhões, com 725 quilômetros de extensão e capacidade de transmitir 1 GW, quatro vezes mais do que o consumo atual de Roraima.

Até 2019, o estado dependia da eletricidade da Venezuela, que foi interrompida e só voltou parcialmente em 2025, mas com fornecimento instável. Sem conexão ao resto do país, Roraima enfrentava riscos frequentes de apagões, como o registrado em julho deste ano, que deixou Boa Vista e cidades do interior sem luz por duas horas.

Lula ressaltou que a integração energética não apenas aumenta a segurança do fornecimento, mas também atrai investimentos e fortalece o comércio exterior local. “Estamos devolvendo a cidadania que Boa Vista merece. Empresários terão oportunidade de negócios com Suriname, Guiana, Trinidad e Tobago e o Caribe”, afirmou.

O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, estimou que a redução do uso de termelétricas pode gerar economia de R$ 45 milhões por mês, embora ainda não haja previsão de quanto isso representará na conta do consumidor.

A cerimônia simboliza um avanço estratégico para o país, unindo energia limpa, desenvolvimento regional e integração continental, ao mesmo tempo em que Lula aproveita para enviar recados diplomáticos com humor.

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