Lula corre para defender a Venezuela e cobra “democracia” de Trump, enquanto o Brasil fica em segundo plano

Lula corre para defender a Venezuela e cobra “democracia” de Trump, enquanto o Brasil fica em segundo plano

No Panamá, presidente pede que EUA respeitem a soberania venezuelana e sinaliza conversa com Delcy Rodríguez, em mais um gesto de proteção ao entorno de Maduro

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva voltou a colocar a Venezuela no centro das suas preocupações. Nesta terça-feira (27), durante um evento econômico no Panamá, Lula pediu ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que respeite a soberania venezuelana e os chamados “interesses democráticos” do país — uma fala que, na prática, soa como um recado direto para aliviar a pressão sobre o regime que ficou no lugar de Nicolás Maduro.

A declaração veio depois de Lula já ter classificado a ofensiva militar americana na Venezuela como uma “afronta gravíssima”, mostrando que, quando o assunto é Caracas, o petista não perde tempo: é indignação instantânea, discurso pronto e prioridade absoluta.

Enquanto isso, o brasileiro segue vendo os próprios problemas internos se acumularem — mas, aparentemente, o foco do Planalto continua virado para fora, especialmente quando envolve aliados ideológicos.

Trump diz que “assumiu o comando” e Lula reage do jeito que sempre reage: defendendo o lado de lá

Segundo a reportagem, Trump afirmou estar no comando da Venezuela após a operação militar de 3 de janeiro, que terminou com a captura de Nicolás Maduro e deixou Delcy Rodríguez, aliada do socialista deposto, como presidente encarregada.

Lula, em vez de adotar um tom de cautela ou priorizar o impacto regional para o Brasil, já avisou que pretende conversar com Delcy em breve:

“Eu, proximamente, vou falar com a presidenta Delcy. Eu espero que ela consiga dar conta do recado.”

Ou seja: o Brasil enfrenta crises, violência, economia instável e desgaste político… mas Lula está preocupado se Delcy “vai dar conta do recado”.

Petróleo, controle e a velha proteção diplomática

Após a queda de Maduro, Trump também anunciou que assumiria o controle das vendas do petróleo venezuelano — algo que Lula criticou, dizendo que é importante que a Venezuela cuide da própria soberania.

Na teoria, parece um discurso bonito. Na prática, é mais um capítulo do governo brasileiro atuando como advogado informal de um regime que virou sinônimo de autoritarismo, crise e perseguição política.

Lula ainda pediu paciência e disse que a solução deve vir do próprio povo venezuelano, como se a Venezuela estivesse vivendo uma simples turbulência institucional — e não anos de colapso político e social.

Reunião com Trump já tem data, mas a pauta “Venezuela” continua sendo a obsessão

O presidente confirmou que deve se encontrar com Trump em março, em Washington. E citou que Brasil e EUA se aproximaram nos últimos meses, inclusive com a retirada de parte das tarifas contra produtos brasileiros.

Mesmo assim, o discurso segue com a mesma impressão: Lula parece mais empenhado em salvar a narrativa da Venezuela do que em proteger o Brasil das consequências desse caos regional.

Enquanto isso… o Brasil assiste

O Fórum no Panamá reúne líderes políticos e empresariais da América Latina, mas Lula conseguiu transformar o evento em mais um palanque para o tema que ele nunca larga: Maduro, o entorno de Maduro e o destino de Maduro — mesmo depois de Maduro cair.

E no fim das contas, fica a pergunta que muita gente no Brasil já faz sem paciência:

👉 Quando é que Lula vai ter a mesma pressa e indignação para defender o brasileiro, como ele tem para defender a Venezuela?

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