Lula critica tarifa americana e reforça comércio estratégico com a China

Lula critica tarifa americana e reforça comércio estratégico com a China

Presidente pede respeito ao Brasil, defende multilateralismo e encara saída de empresas com firmeza

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva classificou nesta sexta-feira (15) o tarifaço imposto pelos Estados Unidos a produtos brasileiros como uma “turbulência desnecessária”. A declaração foi feita durante evento ao lado de empresários chineses em Iracemápolis (SP), onde Lula destacou a importância do comércio com a China em comparação às relações comerciais com os EUA.

Segundo o presidente, o anúncio das tarifas, feito por Donald Trump no início de julho, ocorreu “quase como provocação”. Lula criticou a ideia de que o Brasil seria um país difícil para negociar e afirmou que não pode aceitar que inverdades sobre a nação sejam propagadas por um líder de um país do tamanho dos Estados Unidos.

“O Brasil não tem o PIB dos EUA ou da China, mas temos um povo que merece respeito e que só pode avançar se resistirmos às ofensas feitas a nós”, disse Lula, reforçando a necessidade de postura firme frente a pressões externas.

Sobre a saída de empresas do país, como a Ford, o presidente foi direto: “Quem quiser sair, que saia. Quem quiser vir, estaremos de braços e coração abertos esperando”. Ele também elogiou o vice-presidente Geraldo Alckmin, responsável pelas negociações com os EUA, destacando a capacidade do Brasil em negociar com firmeza.

Lula aproveitou para ressaltar o comércio com a China, atualmente estimado em 160 bilhões de dólares, em contraste com os 80 bilhões de dólares em trocas com os EUA. Ele relacionou essas relações comerciais ao desenvolvimento do Brasil e de outras nações do Sul Global, enfatizando o desejo de crescimento e acesso a tecnologia avançada.

Enquanto isso, Trump minimizou a aproximação do Brasil com a China, afirmando não estar preocupado com as movimentações comerciais da América Latina.

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