
Lula defende Janja e afirma que ela continuará a fazer o que gosta após críticas sobre viagem ao Japão
Em entrevista, presidente rebate questionamentos sobre a ida antecipada da primeira-dama ao Japão e sua liberdade de agir como bem entender.
Em sua entrevista à imprensa neste sábado (29/3), antes de retornar ao Brasil após sua visita de Estado ao Vietnã, Lula foi enfático ao defender sua esposa, Janja da Silva, das críticas recebidas por sua viagem antecipada ao Japão. O presidente afirmou que sua esposa “não é clandestina” e destacou que Janja “vai continuar fazendo o que ela gosta”, refutando as acusações de falta de transparência.
“Primeiro, a minha mulher não é clandestina”, disse Lula com firmeza. “Ela vai continuar fazendo o que ela gosta, porque a mulher do presidente Lula não nasceu para ser dona de casa”, complementou, deixando claro seu apoio à liberdade de sua esposa.
Janja viajou para o Japão uma semana antes do presidente, sem que sua ida fosse anunciada com antecedência, o que gerou críticas, principalmente da oposição. No entanto, ela mesma se manifestou, em entrevista à BBC News Brasil, afirmando que “nunca houve falta de transparência” e justificando sua viagem como parte de uma missão oficial com uma equipe precursora, visando economizar em custos com passagens aéreas.
Lula também falou sobre a viagem de Janja à França, onde ela participou de um evento sobre desnutrição infantil a convite do presidente francês Emmanuel Macron. O presidente brasileiro reforçou que sua esposa “não faz viagens apócrifas”, ressaltando o convite oficial do governo francês para discutir a aliança global contra a fome, e expressou seu orgulho pelo trabalho dela.
“Eu não respondo à oposição nesses assuntos”, disse Lula, enfatizando que Janja é plenamente capaz de lidar com as críticas e que não há necessidade de responder às “molecagens” ou “fake news” espalhadas sobre sua viagem.
Lula finalizou reafirmando que Janja continuará exercendo sua liberdade: “Ela vai estar aonde ela quiser, vai falar o que ela quiser e vai andar para onde ela quiser”, destacando a importância do papel da mulher em suas escolhas.