Lula diz que o Brasil “está arrumado” — no país onde as estatais sangram e a dívida pública explode

Lula diz que o Brasil “está arrumado” — no país onde as estatais sangram e a dívida pública explode

Entre promessas e ironias, presidente culpa Bolsonaro por tudo e pede “uma nova chance” enquanto o rombo fiscal segue crescendo

Durante o lançamento de um novo modelo de financiamento imobiliário em São Paulo, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) fez um discurso otimista — e, para muitos, desconectado da realidade. Disse que o Brasil “está arrumado”, chamou o ex-presidente Jair Bolsonaro de “tranqueira” e pediu que o país lhe dê “mais uma chance”, como se os cofres públicos não estivessem à beira do colapso.

“Esse país está precisando de uma chance”, afirmou Lula, ignorando o fato de que a dívida pública já se aproxima de 86% do PIB e que estatais acumulam déficits milionários. Em tom de lamento, o petista culpou os últimos seis anos — incluindo o governo Bolsonaro e até Michel Temer — por todos os problemas da economia.

Segundo ele, foi preciso “reconstruir o país” com a PEC da Transição, criada para abrir espaço no orçamento e permitir novos gastos. “A tranqueira que governava antes não cuidou disso. Agora o país está arrumado”, declarou, sem mencionar o crescente endividamento e o aumento das despesas públicas.

Em sua fala, Lula ainda criticou a “indústria da desconfiança” que, segundo ele, só quer falar em déficit fiscal — como se os números negativos fossem mera invenção. “Nós somos os que tratam o orçamento com responsabilidade”, afirmou o presidente, cuja gestão já prevê rombos bilionários até 2026.

Entre promessas e provocações, Lula voltou a atacar o Congresso pela rejeição da MP 1.303 — que previa a taxação dos “super-ricos” — e mirou na classe média, dizendo querer “criar uma sociedade de classe média” enquanto a inflação dos alimentos e o custo de vida seguem corroendo o bolso dos brasileiros.

Mesmo em tom de campanha antecipada, Lula fez questão de reforçar que o “Brasil agora tem rumo”. Um rumo, aliás, que parece apontar para o mesmo destino de sempre: mais dívida, mais gastos e o velho discurso de que o culpado é o outro.

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