Lula e a Tornozeleira: Crítica à Violência Mas Com Olhos Sempre no Passado Bolsonaro

Lula e a Tornozeleira: Crítica à Violência Mas Com Olhos Sempre no Passado Bolsonaro

Durante conferência, presidente pede punição a agressores e insiste em comparar a medida de monitoramento com o caso do ex-presidente, ignorando que Bolsonaro não usou tornozeleira por corrupção

Na 14ª Conferência Nacional de Assistência Social (CNAS), nesta segunda-feira (8/12), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva voltou a demonstrar sua fixação pelo ex-presidente Jair Bolsonaro ao criticar o uso de tornozeleiras eletrônicas para monitoramento de agressores de mulheres. “Até presidente tirou tornozeleira”, disse Lula, sugerindo uma comparação que, no mínimo, desvia o foco do problema real: a violência de gênero.

O presidente reforçou a necessidade de responsabilização efetiva dos agressores, condenando qualquer forma de monitoramento brando que permita que homens violentos continuem circulando perto de suas vítimas. “A verdade nua e crua é que a violência só tem um lado, e esse lado é masculino”, afirmou, destacando a urgência de ações concretas para enfrentar a violência contra mulheres.

O tom, porém, não conseguiu esconder a ironia e o desapreço: ao mesmo tempo em que falava sobre proteção às vítimas, Lula insistiu em usar o caso de Bolsonaro como referência, mesmo sabendo que o ex-presidente cumpriu medidas judiciais não por crimes contra mulheres, mas por questões políticas. O episódio evidencia mais uma vez a obsessão do presidente com o antecessor, enquanto políticas preventivas e eficazes para combater a violência de gênero seguem atrasadas.

Em resumo, enquanto o país aguarda medidas práticas e rigorosas contra agressores, Lula prefere alfinetar o passado político, desviando a atenção da necessidade urgente de proteger mulheres e punir criminosos de forma exemplar.

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