
Lula e Janja em missão divina: encontro com o Papa vira palco de discurso político
Durante audiência no Vaticano, o presidente aproveitou o momento com o Papa Leão XIV para falar sobre desigualdade e convidá-lo à COP30 — convite que foi educadamente recusado.
Em mais uma viagem internacional, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e a primeira-dama Janja da Silva estiveram nesta segunda-feira (13) no Vaticano, onde se reuniram com o Papa Leão XIV. O encontro, realizado de forma privada na Biblioteca do Palácio Apostólico, foi o primeiro entre os dois desde a eleição do pontífice, em maio deste ano.
Nas redes sociais, Lula descreveu o momento como “excelente”, afirmando que conversaram sobre fé, religião, o Brasil e os desafios do mundo. O tom do encontro, porém, não ficou apenas no campo espiritual — o presidente aproveitou a ocasião para defender “um movimento global de indignação contra a desigualdade” e elogiar a exortação apostólica Dilexi Te, recém-publicada por Leão XIV, que reforça o amor e a solidariedade aos mais pobres.
Como de costume, Lula tentou misturar política e diplomacia ao convidar o Papa para a COP30, evento climático que será realizado no Brasil. O pontífice, com a delicadeza típica do Vaticano, agradeceu, mas recusou, alegando compromissos com o Ano do Jubileu. Em seu lugar, enviará um representante.
O presidente chegou a Roma no domingo (12) para participar da abertura do Fórum Mundial da Alimentação, promovido pela FAO — organismo das Nações Unidas que celebra 80 anos de fundação. No evento, o governo brasileiro voltou a anunciar com orgulho que o país “saiu do mapa da fome”.
Lula também marcou presença na reunião do Conselho de Campeões da Aliança Global contra a Fome e a Pobreza, mas, segundo sua agenda oficial, deve retornar ao Brasil ainda nesta segunda-feira.