
Lula freia enxugamento e amplia quadro de funcionários nas estatais
Hospitais, Petrobras e Banco do Brasil puxam aumento de contratações
As estatais federais voltaram a expandir seu quadro de funcionários nos primeiros dois anos do governo Lula (PT), interrompendo a tendência de redução observada nas gestões anteriores. O crescimento foi impulsionado principalmente por hospitais universitários, além da Petrobras e do Banco do Brasil.
O aumento se concentrou em empresas que dependem do Tesouro Nacional para manter suas operações, com um crescimento de 13% no número de funcionários apenas nessas estatais. No total, entre 2022 e 2024, houve um acréscimo de 8.524 empregados nas estatais federais, um avanço de 2%.
A maior expansão ocorreu na Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh), responsável por 51 hospitais universitários, que contratou 7.733 novos profissionais, um crescimento de 19%. Segundo Daniel Beltrammi, vice-presidente da estatal, a ampliação não só fortalece o atendimento hospitalar, como também contribui para a formação acadêmica de profissionais da saúde.
Outras estatais também aumentaram seus quadros. A Petrobras, por exemplo, contratou 3.715 novos funcionários, um crescimento de 8%, impulsionado pela retomada de investimentos. O Banco do Brasil e o Banco do Nordeste também reforçaram suas equipes, com contratações focadas no setor de tecnologia da informação.
Especialistas divergem sobre o impacto da ampliação. Enquanto alguns apontam a necessidade de reforço em setores estratégicos como saúde, outros alertam para o risco de inchaço da máquina pública e falta de gestão eficiente. O governo, por sua vez, argumenta que muitas contratações foram necessárias para suprir lacunas deixadas por anos sem concursos públicos e atender novas demandas da sociedade.
Enquanto algumas estatais cresceram, outras seguiram na contramão. Correios e Caixa Econômica Federal, por exemplo, reduziram juntas mais de 7.400 postos de trabalho. O governo alega que cada estatal tem autonomia para administrar seu quadro, respeitando limites de pessoal estabelecidos pelo Ministério da Gestão e Inovação.