
Lula leva o Novo PAC ao Marajó e entrega escolas e creches após mais de uma década de espera
Presidente, ao lado do ministro Camilo Santana, anuncia investimentos e retomada de obras paradas, beneficiando mais de 24 mil estudantes na região
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva desembarcou nesta quinta-feira (2/10) no arquipélago do Marajó (PA) para uma agenda dedicada à educação. Ao lado do ministro Camilo Santana, Lula inaugurou creches, escolas e assinou a retomada de obras que estavam paralisadas há anos.
A primeira parada foi em Breves, onde finalmente foi entregue a creche Prof. Afonso Brito da Cruz — um projeto iniciado em 2011 e que só agora saiu do papel, graças ao Novo PAC, que destinou mais de R$ 126 milhões para investimentos educacionais no arquipélago.
Na sequência, Lula participou da inauguração de duas escolas de ensino fundamental: a São Sebastião Rio Limão do Japichaua, na zona rural de Breves, e a Francisco Chagas da Costa, em Melgaço. No mesmo ato, assinou a ordem de serviço para a retomada de sete obras em Melgaço, que incluem desde creches até quadras escolares cobertas, somando mais de R$ 3 milhões em recursos.
Um passivo histórico de obras paradas
O pacote faz parte do Pacto Nacional pela Retomada de Obras da Educação Básica, criado para concluir projetos que ficaram pelo caminho ao longo dos anos. No país todo, quase 3.800 obras estavam nessa situação; dessas, mais de 2.500 já foram retomadas e 507 concluídas. Só no Marajó, são 115 projetos em andamento, incluindo 22 creches, 51 escolas e 22 quadras, que devem alcançar 24,6 mil estudantes em dois turnos.
Breves é o município que mais avançou, com 20 entregas concluídas. Outras cidades, como Curralinho, Portel, Melgaço e Salvaterra, também receberam novas unidades, algumas delas inéditas — como a primeira creche da história de Bagre, entregue em abril deste ano.
Região prioritária para educação
Desde 2024, o Marajó passou a ser tratado pelo MEC como área prioritária no projeto FNDE Chegando Junto, que garante transporte escolar, alimentação, livros e valorização de profissionais. Agora, a iniciativa será expandida também para Maranhão e Roraima a partir de 2025.
Segundo o governo, a estratégia busca corrigir um déficit histórico: melhorar a infraestrutura educacional em regiões com baixo índice de desenvolvimento, oferecendo mais vagas e ampliando a rede básica de ensino.