Lula manda recado para Trump: “Seja menos internet e mais presidente”

Lula manda recado para Trump: “Seja menos internet e mais presidente”

Enquanto aponta o dedo para o ex-chefe americano, Lula lamenta o gasto mundial de US$ 2,7 trilhões com guerras enquanto a fome ainda aperta milhões de pessoas

Na quarta-feira (25), durante evento no Ministério de Minas e Energia, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva resolveu dar uma alfinetada no ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump — sem nem precisar dizer o nome. Segundo Lula, um país do tamanho dos EUA merece um líder que pense antes de falar, que seja menos “internet” e mais chefe de Estado. Ou seja: que priorize discursos construtivos, o livre comércio, o multilateralismo e, claro, a paz.

Em tom direto, Lula também criticou o que chamou de “objetivos escusos” que, na visão dele, têm substituído a busca pela verdade e o interesse real pelo país em muitas lideranças globais.

Ainda aproveitou para lembrar a celeuma envolvendo o reconhecimento da safrinha de milho do Brasil pelos Estados Unidos — “Eles queriam reconhecer quando era pequena, mas agora que cresceu, já não querem mais. Igualzinho a história do avião: Santos Dumont foi quem inventou, mas parece que isso incomoda, né?”, provocou.

No mesmo discurso, o presidente saiu em defesa do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, que enfrenta críticas pelo aumento do IOF. Lula pediu um pouco mais de bom senso e união, ressaltando a seriedade com que Haddad tem tratado a economia.

“O país precisa estar acima dos interesses individuais”, disse, destacando conquistas como a Reforma Tributária — resultado, segundo ele, de “513 mãos na Câmara e 81 no Senado”. E admitiu que não foi a reforma perfeita, nem o que empresários queriam, mas foi “o que deu para fazer”.

Ainda questionou a hipocrisia dos críticos que só agora se preocupam com déficit fiscal, lembrando que no governo anterior ninguém falou nada sobre isso, mesmo com Paulo Guedes à frente da economia.

No meio da discussão sobre política nacional e internacional, Lula deixou claro que seu foco é outro: paz, diálogo e responsabilidade. E quem sabe um pouco menos de “internet” — especialmente para quem comanda uma superpotência.

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