
Lula propõe mudanças nos combustíveis para blindar economia contra crise no Oriente Médio
Presidente discute aumento de etanol e biodiesel em reunião com ministro de Minas e Energia para reduzir impacto da tensão entre Irã e Israel
Após retomar os trabalhos no Palácio do Planalto, o presidente Lula se reuniu nesta segunda-feira (23) com o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, para debater medidas que possam proteger a economia brasileira diante do agravamento do conflito entre Israel e Irã. O principal tema da conversa foi a alteração na composição dos combustíveis vendidos no país.
Entre as ações discutidas está o aumento da mistura de etanol na gasolina, que deve passar de 27% para 30%, além do acréscimo de biodiesel no diesel, que saltaria de 14% para 15%. O objetivo é claro: diminuir a dependência externa do Brasil em relação aos combustíveis fósseis e reduzir os riscos associados à instabilidade no mercado global de petróleo — especialmente em um momento de tensão no Oriente Médio.
A proposta será analisada em breve pelo Conselho Nacional de Política Energética, que deve oficializar as mudanças. Segundo o governo, essas medidas também dialogam com o compromisso ambiental do país, incentivando o uso de biocombustíveis em vez de derivados de petróleo.
O governo brasileiro demonstrou ainda preocupação com a escalada da violência entre Israel e Irã, condenando ataques a instalações nucleares e reafirmando o posicionamento favorável ao uso pacífico da energia nuclear. Lula voltou a defender uma saída diplomática para o conflito e pediu a retomada urgente de negociações para a paz na região.