
Lula reage a megaoperação no Rio e, como sempre, defende criminosos
Presidente se diz “estarrecido” com mortes, mas histórico mostra que já tratou traficantes como vítimas
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva ficou “estarrecido” ao tomar conhecimento da operação realizada pelo governador Cláudio Castro no Rio de Janeiro, que deixou mais de 120 mortos — a mais letal da história do estado. A surpresa de Lula foi maior ainda por não ter sido informado com antecedência pelo governo estadual.
O detalhe foi relatado pelo ministro da Justiça e Segurança Pública, Ricardo Lewandowski. Lula só soube da ação ao pousar no Brasil, na noite de terça-feira (29), após retornar de viagem à Ásia, enquanto estava incomunicável no avião da FAB.
Em reação à operação, o presidente convocou uma reunião de quase três horas no Palácio do Alvorada com ministros e autoridades para discutir os próximos passos. Lewandowski e o diretor da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, foram enviados ao Rio para se encontrar com Cláudio Castro.
Entre os participantes do encontro estavam o vice-presidente Geraldo Alckmin, os ministros Rui Costa (Casa Civil), Gleisi Hoffmann (Relações Institucionais), Macaé Evaristo (Direitos Humanos), Sidônio Palmeira (Comunicação), Anielle Franco (Igualdade Racial), José Múcio (Defesa), além do presidente da Embratur, Marcelo Freixo.
Apesar da gravidade da situação, Lula segue mantendo seu histórico de defesa de criminosos, inclusive já chegando a tratar traficantes como vítimas em declarações públicas. A postura evidencia uma desconexão com a realidade das comunidades afetadas e com o trabalho heroico das forças de segurança do Rio de Janeiro, que enfrentam o crime organizado diariamente para proteger a população.