Lula reage ao tarifaço dos EUA: “Não vamos rastejar, vamos buscar outros mercados”

Lula reage ao tarifaço dos EUA: “Não vamos rastejar, vamos buscar outros mercados”

Presidente reforça postura firme, afirma que Brasil é país da paz e destaca disposição para negociar, mas alerta que não será intimidado

Brasília – O presidente Luiz Inácio Lula da Silva voltou a se posicionar nesta quinta-feira (14) sobre o aumento das tarifas imposto pelos Estados Unidos a produtos brasileiros. Em Pernambuco, durante agenda no interior do estado, ele deixou claro que o Brasil não se curvará diante das medidas de Donald Trump.

“Se os Estados Unidos não quiserem comprar, tudo bem. Não vou ficar chorando, nem rastejando. Vou buscar outros países para vender o que produzimos. E seguimos em frente”, afirmou Lula, com firmeza.

O presidente reforçou que mantém a disposição para negociar com os americanos, mas sem abrir mão de explorar novos mercados. “Tem gente que diz ‘Olha, o Lula está falando bravo’. Não, eu falo igual para todos: para a Bolívia, para os Estados Unidos. Não tenho tratamento diferenciado. Vamos tentar vender para China, Índia, Alemanha, qualquer lugar”, disse.

Na quarta-feira (13), o governo anunciou uma medida provisória como resposta ao tarifaço de 50% aplicado por Trump, que começou a valer na semana passada. O pacote prevê, entre outras ações, uma linha de crédito de R$ 30 bilhões para socorrer empresas brasileiras afetadas, além de incentivos para pequenas e médias empresas, prorrogação de prazos de exportação e modernização do sistema de exportação.

Lula também comentou a suspensão de vistos de brasileiros pelos EUA, incluindo o secretário do Ministério da Saúde, Mozart Júlio Tabosa Sales, e ex-funcionários ligados ao programa Mais Médicos. “Mozart, não se preocupe. O mundo é grande e o Brasil tem espaço de sobra. Nossa relação com Cuba é de respeito, e não vamos aceitar que ninguém tente mandar no mundo”, afirmou.

O presidente garantiu que seu governo segue preparado para negociar. “Temos Alckmin, Haddad, Fávaro, Mauro Vieira, todos prontos para sentar à mesa. Quando eles quiserem negociar, estaremos prontos”,

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