
Lula retorna a Minas Gerais em meio a indefinições sobre palanque estadual
Presidente deve visitar Belo Horizonte e Itabira, se encontrar com prefeitos e discutir estratégias para eleições de 2026
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) retorna a Minas Gerais nesta semana, estado onde o partido ainda não definiu oficialmente o candidato ao governo. A visita inclui a abertura da Caravana Federativa, evento da Secretaria de Relações Institucionais da Presidência, que ocorrerá nos dias 11 e 12 de dezembro na Expominas, na Gameleira, Região Noroeste de Belo Horizonte.
O evento reunirá representantes de ministérios e órgãos federais para dialogar com prefeitos, gestores públicos e líderes de movimentos sociais, com expectativa de participação de cerca de 400 dos 853 municípios mineiros. Lula deve discursar entre 15h e 17h no auditório principal da Expominas, enquanto as inscrições para gestores e prefeitos continuam abertas no Portal Federativo do governo federal.
Além da agenda institucional, a visita será usada pelo presidente para debater os rumos das eleições estaduais, buscando consolidar um palanque forte para 2026. Minas Gerais, segundo maior colégio eleitoral do país e considerado “estado-pêndulo”, é decisivo para a corrida presidencial, já que desde 2002, o candidato mais votado no estado sempre chegou ao Planalto.
O PT tem apontado o senador Rodrigo Pacheco (PSD) como preferido para suceder o governador Romeu Zema (Novo), mas o parlamentar ainda não tomou decisão sobre sua candidatura. Pacheco chegou a cogitar deixar a vida pública e, antes, demonstrou interesse em assumir uma cadeira no STF — vaga para a qual Lula indicou Jorge Messias, advogado-geral da União.
Caso Pacheco não se comprometa, o partido avalia nomes como Marília Campos, prefeita de Contagem, ou possíveis alianças com o ex-prefeito de Belo Horizonte, Alexandre Kalil (PDT). Marília, porém, descartou oficialmente concorrer ao governo, embora avalie disputar uma vaga no Senado. A presença dela na Caravana Federativa, assim como a de Pacheco, é aguardada.
Outras alternativas em estudo incluem o ministro Alexandre Silveira (PSD), o presidente da Assembleia Legislativa mineira, Tadeu Martins Leite (MDB), ou alianças com lideranças locais do MDB, como Gabriel Azevedo, já pré-candidato ao governo de Minas. Até o momento, nenhum desses nomes se posicionou publicamente sobre a possibilidade de entrar na disputa.
Com a visita, Lula busca não apenas fortalecer sua imagem no estado, mas também costurar apoios estratégicos para garantir um Congresso estadual e nacional mais alinhado com seu projeto político nas eleições do próximo ano.