Lula se enrola no G7, causa constrangimento internacional e alimenta críticas da oposição

Lula se enrola no G7, causa constrangimento internacional e alimenta críticas da oposição

Presidente brasileiro desdenha da importância do G7, atrapalha discurso, se distrai em momento oficial e é acusado de alinhar discurso ao de países autoritários. Oposição aponta sinais de despreparo.

Durante sua participação na cúpula do G7, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) foi protagonista de episódios embaraçosos e declarações controversas que acabaram virando munição política para seus adversários no Brasil. O encontro, que reuniu os líderes das sete maiores economias do mundo, aconteceu em Calgary, no Canadá, e colocou Lula em uma posição desconfortável.

Entre os deslizes, Lula declarou que “o G7 nem precisaria existir”, minimizando a relevância do bloco e se referindo ao evento como uma “festa dos ricos”. Para ele, o G20 — grupo mais amplo e diverso — seria mais representativo. A fala foi interpretada por analistas como um aceno à retórica de regimes autoritários, como os da Rússia e da China, que pregam mudanças na ordem global.

Além disso, o presidente causou constrangimento ao interromper o primeiro-ministro canadense, Mark Carney, durante seu discurso — tudo por conta de um problema na tradução simultânea. Em outro momento, Lula teve de ser alertado por assessores após se distrair enquanto todos os líderes se posicionavam para a foto oficial do encontro. As imagens mostraram Carney tentando gentilmente redirecionar a atenção do presidente brasileiro para os fotógrafos.

As gafes rapidamente repercutiram no Brasil. O senador Sergio Moro (União Brasil-PR) ironizou a atuação de Lula, dizendo que o presidente demonstrou “sinais de senilidade” e sugeriu que, se reeleito, o país seria governado de fato por sua esposa, Janja. Já o deputado Filipe Barros (PL-PR) comparou Lula ao ex-presidente americano Joe Biden, apontando que ambos enfrentam questionamentos sobre suas capacidades cognitivas.

Os episódios geraram desconforto até mesmo entre diplomatas, que avaliaram que o comportamento do presidente pode comprometer a imagem do Brasil em fóruns internacionais.

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