Lula se mostra “estarrecido” e ignora policiais  vítimas enquanto criminalidade avança

Lula se mostra “estarrecido” e ignora policiais vítimas enquanto criminalidade avança

Após megaoperação no Rio que matou mais de 120 pessoas, governo federal envia ministros ao estado, mas prefere virar as costas para a segurança dos cidadãos

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva se disse “estarrecido” com o número de mortos na megaoperação contra o Comando Vermelho no Rio de Janeiro e, segundo o ministro da Justiça e Segurança Pública, Ricardo Lewandowski, também ficou surpreso por não ter sido informado com antecedência sobre a ação conduzida pelo governador Cláudio Castro. Ao mesmo tempo, a criminalidade segue à solta e o governo federal continua distante das demandas de segurança da população.

Lula só ficou sabendo da operação ao pousar em Brasília, na noite de terça-feira (28), após viagem à Ásia em um avião sem internet. Ainda assim, determinou que uma comitiva federal, incluindo Lewandowski, as ministras Anielle Franco (Igualdade Racial) e Macaé Evaristo (Direitos Humanos), e o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, viajassem ao Rio para “dialogar” com Castro.

Lewandowski criticou a falta de comunicação direta com as autoridades federais e destacou que operações desse porte não podem ser informadas apenas a escalões inferiores, como ocorreu com a Superintendência da PF no Rio, que soube da operação mas optou por não participar por falta de detalhes e avisos formais.

O ministro ressaltou ainda que o governo federal enviará peritos e médicos legistas para “apoiar” o estado na apuração das mortes, sem que qualquer medida mais concreta tenha sido anunciada para conter a criminalidade que continua assombrando a população. A discussão sobre uma possível Operação de Garantia da Lei e da Ordem (GLO) sequer foi levantada, pois, segundo Lewandowski, só pode ser solicitada formalmente pelo governador, o que evidencia a passividade do Executivo federal diante da escalada da violência.

Enquanto isso, cidadãos vivem com medo, e o governo prefere apresentar-se como vítima de falta de comunicação, ignorando o caos que se instalou nas favelas do Rio. A operação deixou mais de 120 mortos e expõe, mais uma vez, a distância entre o discurso do Palácio do Planalto e a realidade da população que sofre diariamente com o crime.

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