Lula segura Haddad no cargo: a economia não pode ficar sem babá até a foto com Trump

Lula segura Haddad no cargo: a economia não pode ficar sem babá até a foto com Trump

Presidente pede que ministro da Fazenda adie saída para acompanhar viagem aos EUA — porque trocar comando agora seria “arriscado demais”

Em mais um capítulo do improviso institucional, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva resolveu puxar o freio de mão e pediu ao ministro da Fazenda, Fernando Haddad, que permaneça no cargo por mais um tempo. O motivo? A aguardada viagem do petista aos Estados Unidos para uma visita ao presidente Donald Trump — encontro que, ao que tudo indica, exige um cenário econômico “arrumadinho” para a foto oficial.

Segundo auxiliares do Planalto, Lula quer que a visita aconteça na primeira quinzena de março. O problema é que a Casa Branca ainda não confirmou a agenda, mas, mesmo assim, o recado foi dado: Haddad fica. Trocar o ministro agora poderia passar a impressão de que o comando da economia é descartável — ou pior, instável demais para encarar um aperto de mão internacional.

A ideia do presidente é levar Haddad a tiracolo para discutir economia e até combate ao crime organizado, como se a presença do ministro funcionasse como um selo de “responsabilidade fiscal provisória”. Haddad, que planejava deixar a pasta em fevereiro para se dedicar a novos planos políticos, engoliu seco e sinalizou que vai obedecer.

O prazo legal para ministros que pretendem disputar as eleições de 2026 deixarem o governo vai até o início de abril. Ainda assim, Lula prefere não arriscar: primeiro a viagem, depois a dança das cadeiras. Nos bastidores, o plano do presidente é empurrar Haddad para uma candidatura em São Paulo, seja ao governo estadual ou ao Senado, transformando-o em palanque ambulante da reeleição.

Haddad, por sua vez, não parece animado com a ideia de encarar as urnas paulistas novamente. Ele tem repetido que prefere sair do governo para coordenar a campanha de Lula — longe da vitrine da Fazenda, onde cada número vira munição política.

Para quando a troca finalmente acontecer, Haddad já deixou um nome na mesa: o secretário-executivo Dario Durigan. A tendência, dizem fontes do Planalto, é que Lula aceite a indicação. Afinal, se tem algo que este governo gosta tanto quanto discursos longos, é de sucessão controlada — principalmente quando há viagens internacionais e fotografias estratégicas em jogo.

Compartilhe nas suas redes sociais
Categorias
Tags