
Lula sobe o tom na COP30 e dispara contra Trump: “Hora de derrotar de vez o negacionismo”
Entre indiretas afiadas e repúdio explícito, o presidente transforma ausência americana em munição política
Na abertura da COP30, em Belém, Lula não economizou ironia nem repúdio ao comentar — sem citar diretamente, mas deixando mais claro que o sol do Pará — a ausência de Donald Trump no evento. Para o presidente brasileiro, a recusa do republicano em participar e sua velha obsessão em negar a crise climática mostram exatamente o tipo de postura que a conferência precisa enfrentar e derrotar.
Trump, que além de boicotar a COP30 já havia tirado os EUA do Acordo de Paris, virou alvo de uma alfinetada carregada de indignação. Lula disse que, se os líderes que gostam de “brincar de guerra” estivessem em Belém, talvez percebessem que investir 1 trilhão e 300 bilhões de dólares para salvar vidas custa muito menos do que desperdiçar quase o dobro alimentando conflitos, como aconteceu no ano anterior.
O presidente aproveitou o palco internacional para reforçar a necessidade urgente de combater o negacionismo — aquele que fecha os olhos para a ciência, distorce fatos, espalha medo e fabrica desinformação como quem sopra brasas num incêndio.
Lula listou tragédias recentes, como o ciclone que atingiu o Paraná, e afirmou que a COP30 seria “a COP da verdade”, justamente porque o planeta já não suporta mais o luxo da ignorância fabricada.
E aí veio a frase que caiu como tapa de luva — ou talvez sem luva nenhuma:
“Na era da desinformação, os obscurantistas rejeitam não só a ciência, mas também o multilateralismo. É hora de impor uma nova derrota ao negacionismo.”
Para quem acompanha o noticiário, fica claro quem é o principal alvo desse sermão diplomático.
No fim, Lula transformou a ausência de Trump numa vitrine de repúdio, exibindo ao mundo que o Brasil pretende liderar, enquanto alguns preferem virar as costas — ou pior, apertar o botão do retrocesso.