
Lula vota no comando do PT direto da Cúpula do Brics, no Rio de Janeiro
Presidente acompanha encontro internacional e exerce seu voto no hotel onde está hospedado
Desde quinta-feira (3), Lula está no Rio de Janeiro para participar da Cúpula do Brics, mas nem por isso deixou de cumprir seu compromisso com o Partido dos Trabalhadores (PT). Na manhã deste domingo (6), ele votou para escolher o novo presidente da sigla. Para facilitar, a direção do partido levou uma urna até o hotel onde o presidente está hospedado, garantindo sua participação na eleição interna.
A disputa para assumir o comando do PT tem Edinho Silva, ex-prefeito de Araraquara (SP), como candidato apoiado por Lula. Atualmente, o partido é liderado pelo senador Humberto Costa (PT-CE), que assumiu interinamente após Gleisi Hoffmann se afastar para ocupar o cargo de ministra das Relações Institucionais. Gleisi esteve à frente do PT por quase oito anos, desde 2017.
A eleição interna mobiliza quase 3 milhões de filiados em todo o país, que votam durante o dia para definir as novas lideranças municipais, estaduais e nacional para os próximos quatro anos. Além de Lula, Edinho Silva conta com o respaldo de nomes importantes do partido, como Gleisi Hoffmann, o ministro da Fazenda Fernando Haddad e o ex-ministro José Dirceu.
A disputa também envolve outros candidatos, embora com chances menores de ir para o segundo turno, como Rui Falcão (deputado federal e ex-presidente do PT), Romênio Pereira (secretário de Relações Internacionais) e Valter Pomar (historiador).
Nem todo o PT está envolvido nesta eleição. Minas Gerais, por exemplo, adiou o pleito depois que a Justiça decidiu a favor da candidatura da deputada federal Dandara para presidir o diretório local. A sigla alegou que não haveria tempo para incluir seu nome na urna devido a questões burocráticas. O partido espera resolver essa situação em uma reunião marcada para terça-feira (8).
Nas disputas estaduais, o cenário varia bastante. No Rio de Janeiro, por exemplo, o deputado federal Reimont conta com apoio do líder do PT na Câmara, Lindbergh Farias, enquanto o prefeito de Maricá, Washington Quaquá, lançou o filho Diego Zeidan para a presidência local. Já na Bahia, os pesos pesados Rui Costa e Jaques Wagner apoiam candidatos diferentes, mostrando a diversidade de opiniões dentro do PT sobre os rumos do governo Lula e a estratégia para 2026.
Essa eleição interna, mais do que escolher um líder, revela os diferentes caminhos que o partido pensa para a próxima etapa política, já mirando as eleições gerais do próximo ano e as articulações para o Senado e alianças.