Malafaia desafia PF e Moraes em discurso e pode enfrentar novas restrições

Malafaia desafia PF e Moraes em discurso e pode enfrentar novas restrições

Pastor voltou a atacar o ministro do STF durante ato na Paulista e corre risco de ter medidas cautelares ampliadas

O pastor Silas Malafaia aproveitou a manifestação de 7 de Setembro, na Avenida Paulista, para aumentar o tom contra a Polícia Federal e o ministro Alexandre de Moraes, do STF. Mesmo já sob medidas restritivas — como a proibição de sair do país e a apreensão de passaporte, celular e anotações pessoais —, o religioso fez críticas duras, monitoradas de perto pelas autoridades.

Durante sua fala, Malafaia comparou policiais ligados a Moraes à “Gestapo”, polícia secreta do regime nazista. Também desafiou o ministro a divulgar conteúdos de seu celular apreendido:
“Pode vazar, Moraes. Os vídeos que mando para ministros do STF não escondem nada. Qual é o meu crime? Mostrar o que esse homem faz?”.

Líder da Assembleia de Deus Vitória em Cristo e uma das vozes mais ativas na mobilização de atos pró-Bolsonaro, Malafaia já é investigado por possível tentativa de obstrução de investigações ligadas ao suposto golpe de Estado. Juristas avaliam que, dependendo da interpretação de suas falas, ele pode ser alvo de novas medidas, como suspensão de redes sociais, monitoramento eletrônico ou até recolhimento domiciliar.

O pastor insiste que está sendo perseguido por sua fé e por sua posição política. Em sua fala, acusou Moraes de agir como um “ditador da toga” e disse que vive uma “covardia” ao lado de Bolsonaro e de outros condenados pelo 8 de janeiro.

Apesar de analistas considerarem improvável uma prisão imediata, o risco de sanções mais duras segue no horizonte. Malafaia, por sua vez, garante que não se calará: “É crime ter opinião? É crime dar conselho? Somos seres sociais. Influenciamos e somos influenciados. Isso não é crime”.

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