María Corina agradece apoio internacional e expõe divisão no Mercosul sobre a Venezuela

María Corina agradece apoio internacional e expõe divisão no Mercosul sobre a Venezuela

Líder da oposição celebra posição firme de países latino-americanos contra o regime de Maduro; Brasil e Uruguai ficaram fora do documento

A líder da oposição venezuelana e vencedora do Prêmio Nobel da Paz de 2025, María Corina Machado, usou as redes sociais neste domingo (21) para agradecer publicamente aos países que se posicionaram de forma crítica ao regime de Nicolás Maduro durante a cúpula do Mercosul, realizada em Foz do Iguaçu, no Paraná.

O agradecimento foi direcionado aos governos da Argentina, Paraguai, Panamá, Bolívia, Equador e Peru, que assinaram um comunicado paralelo pedindo o restabelecimento da ordem democrática na Venezuela. O documento também exige o fim das prisões arbitrárias e a libertação de quase mil presos políticos mantidos pelo regime chavista.

“Em nome dos venezuelanos, agradecemos aos governos que se manifestaram com firmeza em defesa da democracia e dos direitos humanos em nosso país”, escreveu María Corina. Segundo ela, a mobilização internacional reforça que a luta do povo venezuelano por liberdade é legítima e irreversível.

O texto divulgado durante a cúpula escancarou um racha dentro do Mercosul. Enquanto seis países endossaram a cobrança por mudanças em Caracas, Brasil e Uruguai optaram por não assinar o documento. O comunicado oficial do bloco, por sua vez, evitou qualquer menção à Venezuela, que está suspensa do Mercosul desde 2016.

Documento cobra libertação de presos e respeito aos direitos humanos

No conteúdo do comunicado, os países signatários exigem que o governo venezuelano cumpra normas internacionais de direitos humanos, garanta o devido processo legal e preserve a integridade física de opositores políticos. O tom adotado foi direto e duro, sem espaço para ambiguidades diplomáticas.

Confronto político entre Lula e Milei marcou a cúpula

A reunião também foi palco de um embate político entre os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Javier Milei, da Argentina. Enquanto Lula alertou para os riscos de intervenções externas na América Latina, Milei defendeu abertamente a política de “pressão máxima” dos Estados Unidos contra o governo Maduro.

O presidente argentino classificou o líder venezuelano como um “narcoterrorista” e afirmou que a ditadura chavista representa uma ameaça para toda a região, jogando uma “sombra escura” sobre a América do Sul.

Para María Corina Machado, o posicionamento dos países que assinaram o documento mostra que a Venezuela não está isolada em sua luta. “A América Latina sabe o que está em jogo”, afirmou, reforçando que o apoio internacional é essencial para romper o cerco autoritário imposto pelo regime de Maduro.

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