MBL apela para o ódio e vira manchete após fala absurda contra Flávio Bolsonaro

MBL apela para o ódio e vira manchete após fala absurda contra Flávio Bolsonaro

Renan Santos, fundador do movimento e pré-candidato em 2026, dispara frase violenta e tenta surfar na polêmica para ganhar palco

O que era pra ser debate político virou show de agressividade barata. O fundador do MBL (Movimento Brasil Livre), Renan Santos, agora pré-candidato à Presidência em 2026 pelo partido Missão, causou revolta nas redes sociais depois de dizer que o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) “tem de morrer”.

A frase, dita durante uma live, é daquele tipo que não tem desculpa: não é “figura de linguagem”, não é “calor do momento”, não é “crítica firme”. É violência verbal, pura e simples. E quando isso sai da boca de alguém que quer disputar a Presidência, o problema fica ainda maior.

A fala viralizou e escancarou o tom agressivo do MBL

Apesar de a declaração ter sido feita em dezembro, o vídeo só explodiu de vez agora — e o conteúdo é pesado.

Renan chamou Flávio Bolsonaro de “traidor” e ainda afirmou que ele precisava “ser destruído”, usando palavras que ultrapassam qualquer limite civilizado.

Em um trecho que circula nas redes, ele diz:

“O traíra tem de morrer. O traíra é Flávio Bolsonaro, ele precisa ser destruído. Eu vou acabar com a raça do Flávio Bolsonaro.”

É o tipo de discurso que o Brasil não precisa e não merece. Porque política não é ringue de ódio, e muito menos palco pra gente que acha que gritar mais alto substitui argumento.

Acusações e narrativa: o MBL sempre quer um inimigo da vez

Renan justificou o ataque dizendo que Flávio e Jair Bolsonaro teriam “entregado tudo” ao STF para proteger o senador de investigações. Segundo ele, isso teria enfraquecido a Lava Jato e traído o movimento de rua de anos atrás.

Na live, ele ainda disparou ofensas e acusações em sequência, chamando Flávio de “corrupto” e dizendo que o bolsonarismo teria virado um “culto”.

O problema é que esse estilo MBL de fazer política é sempre o mesmo: criar caos, escolher um alvo, subir o tom e transformar o debate em espetáculo. Não é liderança — é marketing em cima de treta.

Flávio Bolsonaro deve ignorar para não dar palco

Do lado de Flávio, a reação parece ser o silêncio. Segundo interlocutores, ele não deve entrar com ação judicial, avaliando que os ataques seriam uma tentativa de Renan Santos ganhar visibilidade e crescer em intenção de voto.

E faz sentido: tem gente que vive de polêmica como quem vive de oxigênio. Se não está no centro do barraco, não aparece.

Quem é Renan Santos e por que essa fala envergonha ainda mais

Renan Santos ficou conhecido como uma das figuras principais do MBL desde o período do impeachment de Dilma Rousseff. Agora, tenta se consolidar como presidenciável pelo Missão, partido que teve registro aprovado pelo TSE em novembro de 2025.

Ele se apresenta como:

  • político e presidente de partido
  • escritor e músico (guitarrista de banda)
  • defensor de endurecimento penal, com ideias como prisão perpétua e debate sobre pena de morte
  • alguém que já chegou a dizer que o Brasil deveria ter bomba atômica

Ou seja: o pacote vem completo — radicalismo, frase de efeito e provocação, tudo embrulhado como se fosse “coragem”.

O Missão tenta vender “nova direita”, mas entrega a velha gritaria

Renan afirma que quer dialogar com a geração Z e se afastar do bolsonarismo, dizendo que o público do ex-presidente é mais velho. O discurso do partido fala em Estado mínimo, eficiência e reformas.

Mas na prática, o que aparece com força é outra coisa: o velho estilo do MBL, que prefere o caminho mais fácil — o do ataque, da humilhação e da frase que vira corte de vídeo.

Porque é assim que funciona: quanto mais absurdo, mais repercussão. Só que o preço disso é alto: o debate público vai sendo envenenado, e a política vira um esgoto emocional.

No fim, fica a pergunta: é isso que o MBL tem pra oferecer ao Brasil?

Quando um pré-candidato à Presidência normaliza uma fala como “tem de morrer”, ele não está só atacando um senador — ele está atacando o mínimo de civilidade que ainda resta no debate político.

O MBL adora posar de “movimento racional”, “técnico”, “contra extremismos”. Mas na hora em que a máscara cai, sobra isso: ódio, teatro e descontrole, como se o país fosse um palco e o eleitor fosse plateia.

E não dá pra tratar como “opinião”. Isso é repulsivo, irresponsável e perigoso.

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