
Michelle Bolsonaro volta a atacar Lula e diz que presidente “se alia ao crime e abandona as vítimas”
Durante evento em Londrina, ex-primeira-dama fez duras críticas ao governo e afirmou que Jair Bolsonaro “tem vivido dias muito difíceis” sob prisão domiciliar.
Durante um encontro do PL Mulher em Londrina (PR) neste sábado (8), a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro acusou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva de “ficar do lado do crime” e “abandonar as vítimas”. Em um discurso inflamado, ela afirmou que o chefe do Executivo “faz aliança com o crime” e “inverte os valores do país”.
“O excelentíssimo senhor presidente não nos representa. Um homem que faz aliança com o crime, que abandona as vítimas e defende bandidos. É uma inversão de valores enorme”, declarou Michelle diante do público.
A fala faz referência à operação Contenção, realizada no Rio de Janeiro em 28 de outubro, em que a ex-primeira-dama acusou Lula de “pensar em pagar pensão a famílias de criminosos mortos”.
Entretanto, o Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania (MDHC) desmentiu a informação. Em nota, o órgão afirmou que “não houve consulta ou proposta de ajuda financeira” e que a visita da ministra Macaé Evaristo ao Rio teve como objetivo o acolhimento das comunidades afetadas e a retomada de serviços públicos em áreas impactadas pela operação policial.
“Bolsonaro vive dias muito difíceis”, diz Michelle
Michelle também falou sobre a situação do ex-presidente Jair Bolsonaro, que completará 100 dias em prisão domiciliar na próxima terça-feira (11). Segundo ela, o marido enfrenta problemas de saúde e tem sofrido com “injustiças”.
“Meu marido passou pela última cirurgia e nunca mais conseguiu se recuperar. Ele tem vivido dias muito difíceis, com seus direitos violados. Mas eu creio que essa injustiça vai acabar”, disse emocionada.
Na sexta-feira (7), o Supremo Tribunal Federal (STF) rejeitou, por unanimidade, os primeiros recursos da defesa de Bolsonaro e de outros seis condenados pela tentativa de golpe de Estado após as eleições de 2022. O ex-presidente foi condenado a 27 anos e três meses de prisão por liderar o plano golpista.