Moraes exige que governo do Rio preserve provas da megaoperação que deixou mais de 100 mortos

Moraes exige que governo do Rio preserve provas da megaoperação que deixou mais de 100 mortos

Ministro do STF determina controle do Ministério Público sobre todo o material coletado e agenda audiências com Castro e Paes

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou neste domingo (2) que o governo de Cláudio Castro (PL) preserve e documente de forma completa todos os elementos ligados à megaoperação policial realizada na semana passada no Rio de Janeiro, que terminou com ao menos 120 mortos.

Na decisão, Moraes deixou claro que caberá ao Ministério Público o controle e a verificação das provas colhidas. O governador será intimado para garantir que a ordem seja cumprida integralmente.

A medida foi tomada no âmbito da ADPF das Favelas, ação que trata da redução da letalidade policial e da preservação de provas em operações com vítimas fatais. O pedido partiu da Defensoria Pública da União, que apontou possíveis irregularidades na atuação das forças de segurança.

Nesta segunda-feira (3), Moraes estará no Rio para uma série de reuniões presenciais com autoridades locais. O ministro se encontrará com Cláudio Castro às 11h e com o prefeito Eduardo Paes às 18h, para ouvir relatos e esclarecer como foram conduzidas as ações policiais.

Além disso, Moraes marcou uma audiência conjunta em Brasília para o dia 5 de novembro, com representantes do Conselho Nacional de Direitos Humanos, da Alerj, do Instituto Anjos da Liberdade e da Conectas Direitos Humanos, entre outras entidades. O objetivo é reunir informações sobre a operação e garantir transparência no processo.

Vale lembrar que, em abril deste ano, o STF havia reforçado a necessidade de preservar todos os vestígios de operações com mortos e de realizar perícias independentes. A decisão de Moraes reacende o embate com o governador Castro, que já chamou as determinações do Supremo de “malditas” e culpou as restrições judiciais pelo avanço do crime organizado no estado.

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