Moraes fecha o cerco: senador Marcos do Val tem contas e bens bloqueados após viagem proibida

Moraes fecha o cerco: senador Marcos do Val tem contas e bens bloqueados após viagem proibida

Mesmo sob medidas cautelares, parlamentar foi aos EUA durante o recesso; decisão do STF veio após descumprimento de ordem judicial

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou o bloqueio das contas bancárias, salários, chaves PIX e outros bens do senador Marcos do Val (Podemos-ES), após o parlamentar ignorar restrições impostas pela Justiça e sair do país durante o recesso parlamentar.

A decisão, divulgada nesta sexta-feira (25), veio poucos dias depois de o senador viajar para os Estados Unidos, passando por Manaus, usando passaporte diplomático — apesar de o documento estar sob ordem de apreensão desde agosto de 2023. Ele está sendo investigado por suposta tentativa de intimidar agentes federais que apuram uma possível articulação golpista.

Em meio à repercussão, a defesa de Marcos do Val chegou a afirmar que a medida teria afetado também sua filha. O STF, porém, negou: o bloqueio recai apenas sobre o senador.

Já em Orlando, do Val publicou um vídeo nas redes sociais. No vídeo, aparece sorrindo ao lado da filha em um parque temático. Tentando afastar acusações de fuga, ele afirmou:
“Não estou me escondendo. Vim dar atenção à minha filha. O ministro Moraes sabia de tudo com antecedência: voo, hotel, até os ingressos do parque.”

Mas a história não convenceu o Supremo. No último dia 15, o senador havia pedido autorização formal para viajar com a família, mas Moraes negou no dia seguinte. Na decisão, reforçou que cabe ao investigado se adequar às medidas cautelares, e não o contrário.

As investigações contra o senador são graves. Ele é acusado de participar de um grupo que, segundo a Procuradoria-Geral da República, tentou interferir nas eleições de 2022 e pressionar agentes da Polícia Federal. Em fevereiro deste ano, a Primeira Turma do STF já havia mantido o bloqueio de seus bens e a apreensão dos passaportes.

Em nota, do Val insistiu que fez tudo dentro da legalidade, que viajou com documentação regular e avisou com antecedência o STF, o Itamaraty e o Senado.

Apesar da tentativa de justificar a viagem como um momento de lazer em família, a realidade é que o cerco se apertou. Para Moraes, a quebra das regras não passou batida — e o preço está sendo cobrado com juros e correção.

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