Moraes libera Mauro Cid da tornozeleira, mas impõe novas restrições

Moraes libera Mauro Cid da tornozeleira, mas impõe novas restrições

Condenado por participação em tentativa de golpe, ex-ajudante de Bolsonaro cumprirá pena em regime aberto — sem tornozeleira, mas com toque de recolher e silêncio digital.

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou nesta quinta-feira (30) que o tenente-coronel Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Jair Bolsonaro, retire a tornozeleira eletrônica que usava desde o início da investigação sobre a trama golpista.

A decisão marca o início do cumprimento da pena de dois anos em regime aberto, determinada após o acordo de delação premiada firmado por Cid com a Justiça. Ele foi o único dos oito condenados a não recorrer da sentença, o que fez com que o STF encerrasse o processo em relação a ele.

Apesar da retirada da tornozeleira, Cid não está livre de restrições. Moraes determinou que ele deverá comparecer a uma audiência no Supremo na próxima segunda-feira, e seguir uma série de condições, entre elas:

  • Recolhimento domiciliar noturno, das 20h às 6h, e integralmente nos fins de semana;
  • Proibição de deixar a comarca onde mora;
  • Comparecimento semanal à Vara de Execuções Penais do Distrito Federal;
  • Proibição de sair do país;
  • Proibição de portar armas;
  • Proibição de usar redes sociais.

Mauro Cid, um dos nomes mais emblemáticos da tentativa de golpe de 2023, passa agora a cumprir a pena sem o monitoramento eletrônico que o acompanhava desde a prisão.

A decisão de Moraes, que vem sendo interpretada como um gesto de confiança parcial, também deixa clara a linha dura do ministro: liberdade controlada, mas sem anistia moral.

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