Moraes no olho do furacão: entre a fúria de Trump e a desconfiança dentro do STF

Moraes no olho do furacão: entre a fúria de Trump e a desconfiança dentro do STF

Ministro que conduz julgamento de Bolsonaro enfrenta sanções dos EUA, pedidos de impeachment e sinais de impaciência entre colegas da Corte

À medida que o julgamento de Jair Bolsonaro entra em sua fase decisiva, Alexandre de Moraes se vê no centro de uma tempestade política e diplomática. O ministro do Supremo Tribunal Federal não apenas lida com a acusação de golpe contra o ex-presidente, mas também encara a ira de Donald Trump, que retaliou o Brasil com tarifas e sanções após embates públicos com Moraes.

A reportagem da Reuters descreve o cenário como um teste de resistência: enquanto o magistrado endurece contra Bolsonaro e seus aliados — decretando prisões, impondo bloqueios em redes sociais e desafiando gigantes como Elon Musk —, cresce a impaciência de colegas do STF e de setores do Congresso, que já articulam pedidos de impeachment.

Dentro da própria Corte, há sinais de desconforto. Embora o Supremo costume mostrar unidade em momentos críticos, ministros já deixaram escapar críticas veladas à postura de Moraes, vista por alguns como dura demais. A pressão aumenta com a ofensiva de Trump, que chegou a suspender vistos de oito ministros e mira diretamente o magistrado com base na lei Global Magnitsky.

Apesar da tensão, Moraes garante que não há fissuras internas. Para ele, os rumores de insatisfação são invenção da imprensa. Mas pesquisas mostram um país dividido: parte da população aplaude sua rigidez contra Bolsonaro, outra o acusa de abusos e pede seu afastamento.

No fim, o desfecho do julgamento — e a forma como Moraes enfrentará as pressões externas e internas — pode se tornar um marco para a democracia brasileira. Será que o Supremo sairá fortalecido desse embate ou mais dividido do que nunca?

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