
Moraes reforça vigilância sobre Bolsonaro após ataques de Eduardo ao STF
Ministro do STF cita risco de fuga do ex-presidente antes do julgamento da ação penal do golpe
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes determinou o reforço da vigilância na residência de Jair Bolsonaro, que cumpre prisão domiciliar em Brasília. A decisão leva em conta, entre outros fatores, a atuação do deputado Eduardo Bolsonaro no exterior, cujos ataques constantes ao Judiciário indicam um risco de que o ex-presidente possa tentar deixar o país antes do início do julgamento da ação penal do golpe, marcado para 2 de setembro.
Segundo Moraes, investigações da Polícia Federal (PF) apontam que Jair e Eduardo Bolsonaro atuaram de forma coordenada para interferir no processo judicial, configurando crimes de coação no curso do processo e abolição violenta do Estado Democrático de Direito. Mesmo após ser indiciado, Eduardo manteve ataques aos ministros do Supremo, reforçando a preocupação com a possibilidade de fuga de Jair Bolsonaro.
O monitoramento reforçado ficará a cargo da Polícia Penal do Distrito Federal, com vigilância contínua, mas sem invasão da intimidade ou perturbação da vizinhança. Moraes determinou que a presença dos agentes deve ser discreta, podendo ou não utilizar uniformes e armamentos, garantindo o cumprimento das medidas cautelares impostas pelo STF.
A decisão destaca a atenção do Judiciário aos riscos de tentativa de fuga e à necessidade de assegurar a aplicação da lei penal, especialmente diante da proximidade do julgamento que definirá o destino judicial do ex-presidente.