Multa Fantasma: Motorista é penalizada por dirigir bêbada em MG enquanto estava no DF

Multa Fantasma: Motorista é penalizada por dirigir bêbada em MG enquanto estava no DF

Patrícia diz que nunca saiu de Brasília na data da infração e teme perder a CNH injustamente

Imagine descobrir que foi multado por dirigir embriagado… em outro estado… enquanto você sequer saiu da cidade onde mora. Essa é a realidade absurda vivida pela fisioterapeuta Patrícia Rodrigues, moradora de Brasília, que levou um susto ao se deparar com uma multa gravíssima registrada em Belo Horizonte (MG), mesmo estando no Distrito Federal no dia da infração.

A penalidade, datada de fevereiro, acusa Patrícia de ter recusado o teste do bafômetro. A consequência? Uma multa de quase R$ 3 mil, suspensão da carteira por um ano e a obrigação de refazer todo o processo para voltar a dirigir. Mas ela garante: não estava em Minas Gerais — e tem como provar.

“Se eu pagar, estou admitindo algo que não cometi. Vou perder minha CNH por um erro que não foi meu”, desabafa Patrícia.

Apesar de ter reunido documentos que comprovam sua presença em Brasília na data da autuação, ela relata que não conseguiu registrar sua contestação pelo aplicativo da CNH Digital. E ao procurar o Detran do DF, a resposta foi desanimadora: o órgão informou que o caso deveria ser resolvido com o Detran de Minas.

Em nota, o Detran-MG orientou que a motorista envie a defesa até o dia 28 de abril, pelo site oficial, e afirmou que, durante a análise, será verificada a possibilidade de erro no lançamento da infração. Até agora, segundo o órgão mineiro, não há indícios de que a placa do carro de Patrícia tenha sido clonada.

“Estou me sentindo impotente diante de um sistema que erra e joga a responsabilidade em cima do cidadão. Eu estou correndo atrás para provar que sou inocente”, afirma ela.

O Detran-DF, por sua vez, disse que não há registro formal de ouvidoria vinculado ao CPF de Patrícia e reforçou que o caso deve ser tratado com o órgão que emitiu a autuação.

Agora, com o prazo correndo, a motorista tenta provar o óbvio: que não pode estar em dois lugares ao mesmo tempo. A luta é por justiça — e por um direito que não deveria ser tirado por um erro burocrático.

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