
Multidão na Paulista pede anistia e volta a atacar Moraes em ato pró-Bolsonaro
Manifestantes levantam cartazes, homenageiam Trump e defendem Bolsonaro nas eleições de 2026
Neste 7 de setembro, a Avenida Paulista, em São Paulo, virou palco de um grande ato da direita, com apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) reunidos em defesa da anistia para os condenados nos atos de 8 de janeiro e em protesto contra o ministro Alexandre de Moraes.
Com cartazes que pediam a absolvição de Bolsonaro e homenagens ao deputado Eduardo Bolsonaro, além de críticas ao presidente Lula, ao Congresso e ao STF, a multidão também exibiu faixas em inglês como “SOS Trump, Bolsonaro free” e camisetas com a bandeira dos Estados Unidos. Gritos de “Fora, Moraes” ecoaram pela avenida.
O ato foi convocado por Silas Malafaia, Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e outras lideranças da direita, reunindo também autoridades como os governadores Tarcísio de Freitas (SP) e Romeu Zema (MG), e a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro.
No trio elétrico próximo ao MASP, políticos bolsonaristas reforçaram pedidos de anistia ampla para o ex-presidente e para todos os condenados pelos atos golpistas, destacando a inelegibilidade de Bolsonaro até 2030 e defendendo a liberdade da deputada Carla Zambelli, presa na Itália. O presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, afirmou que o projeto de anistia tem apoio suficiente no Congresso e criticou Lula, reforçando que “não houve golpe” e que o verdadeiro julgamento será nas eleições de 2026.
O pedido de impeachment de Moraes foi repetido por vários deputados, incluindo Sóstenes Cavalcante (PL-RJ), Marco Feliciano (PL-SP), Deltan Dallagnol e Fernando Holiday, que entoaram gritos de protesto contra o ministro.
O evento ocorre enquanto o julgamento de Bolsonaro e outros réus da trama golpista continua no STF, analisando crimes como organização criminosa, golpe de Estado e tentativa de abolição do estado democrático de direito. A fase final do julgamento, com alegações finais, começou nesta semana e será retomada na terça-feira (9).
Nas ruas, ambulantes vendem bandeiras do Brasil, camisas com Trump e até bonecos infláveis do presidente Lula, conhecidos como “pixulecos”, mostrando que, mesmo em meio à política, o ato é também um evento popular com participação de diferentes públicos.