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Lula defende diplomacia na Ucrânia e condena ocupação em Gaza

Durante reunião virtual com líderes do Brics nesta segunda-feira (8/9), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva reforçou a necessidade de negociações para encerrar a guerra na Ucrânia e destacou a importância de buscar uma solução “realista” que respeite as preocupações de segurança de todos os envolvidos. Ele citou como exemplo o encontro realizado no Alasca, em agosto, entre os presidentes Donald Trump e Vladimir Putin, como um passo na direção da paz.

Lula também alertou para a instabilidade global crescente e destacou iniciativas internacionais, como o Grupo de Amigos para a Paz, criado por China e Brasil, e esforços africanos de mediação, que podem contribuir para promover o diálogo e a diplomacia.

No mesmo encontro, o presidente brasileiro criticou duramente a ocupação de Israel na Faixa de Gaza, classificando-a como “intolerável” e afirmando que o Brasil se juntará à ação da África do Sul na Corte Internacional de Justiça. “É urgente suspender as ações militares nos territórios palestinos e pôr fim ao genocídio em curso”, declarou.

Além dos conflitos, Lula abordou a questão da soberania digital, defendendo regras mais rígidas para as grandes empresas de tecnologia e alertando sobre riscos de manipulação estrangeira. Segundo ele, a proteção digital deve fortalecer ecossistemas nacionais independentes, sem cair em isolacionismo.

A reunião durou cerca de uma hora e meia e contou com a participação de líderes da China, Egito, Indonésia, Irã, Rússia, África do Sul, do príncipe herdeiro dos Emirados Árabes Unidos, do chanceler da Índia e do vice-ministro das Relações Exteriores da Etiópia.

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