
Na Corrida Para Desarmar o “Tarifaço” de Trump, Mauro Vieira Pressiona EUA e Confirma Nova Proposta
Em reunião no Canadá, chanceler brasileiro tenta destravar impasse com Marco Rubio enquanto o governo busca aliviar a tensão comercial criada pelos aumentos tarifários dos EUA.
O ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, voltou a colocar o comércio exterior no centro das atenções ao se reunir, nesta quarta-feira (12), com o secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, durante encontro no Canadá. A conversa teve um objetivo claro: tentar destravar a negociação sobre as tarifas pesadas que Washington impôs a diversos produtos brasileiros.
De acordo com informações repassadas por fontes do Itamaraty à CNN Brasil, Vieira aproveitou o encontro para informar que o Brasil já havia enviado, no dia 4 de novembro, uma proposta oficial aos norte-americanos. Esse documento abre caminho para discutir alternativas às tarifas — um gesto que tenta manter o diálogo aceso enquanto as divergências políticas seguem emperrando a solução.
O chanceler também relatou que, no campo técnico, as conversas entre as equipes avançam “a pequenos passos”, mas ainda falta o sinal verde político para que algo concreto saia do papel.
Durante a reunião, os dois concordaram em marcar um novo encontro presencial nas próximas semanas, dessa vez para analisar ponto a ponto o texto brasileiro e, se necessário, ajustar a proposta antes de levá-la para decisão final.
Tudo isso acontece enquanto o governo Lula tenta apagar o incêndio aberto por Donald Trump, que surpreendeu Brasília ao anunciar tarifas que podem chegar a 50% sobre produtos nacionais — uma pancada especialmente forte para setores como café, metais e agroindústria.
Mesmo com declarações recentes de Trump sobre possíveis “reduções cirúrgicas” das tarifas do café, o clima entre os dois países continua sendo de cautela e tensão. E, até que haja um acordo, o Brasil segue tentando driblar prejuízos e manter viva a esperança de que a diplomacia consiga o que o improviso econômico não resolve.
O jogo agora é de paciência — e de pressão. O próximo encontro dirá se Washington está disposto a aliviar o peso do tarifaço ou se o Brasil continuará carregando sozinho essa conta salgada.