
“Nem o Supremo escapa do revisor: Moraes troca ‘mas’ por ‘mais’ e vira alvo de memes”
Ministro do STF comete deslize de português ao repreender Bolsonaro, mas corrige erro após repercussão nas redes
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), cometeu um deslize gramatical que não passou batido — especialmente quando o alvo da bronca era ninguém menos que Jair Bolsonaro. Ao justificar a decisão de não decretar a prisão preventiva do ex-presidente, Moraes quis reforçar sua autoridade com uma frase de efeito, mas escorregou no português.
Na tentativa de deixar claro que não seria ingênuo diante das atitudes de Bolsonaro, Moraes escreveu: “A Justiça é cega mais não é tola”. O problema? Ele usou “mais” — partícula que indica adição — no lugar de “mas”, que expressa oposição. Além disso, esqueceu a vírgula antes da segunda oração, o que também fere a norma culta.
A frase correta, segundo as regras gramaticais, seria: “A Justiça é cega, mas não é tola.”
A gafe foi rapidamente notada e viralizou nas redes sociais, onde internautas ironizaram a troca. A repercussão foi tanta que Moraes se apressou em corrigir o erro e fez uma retificação no documento oficial com a forma certa da expressão.
A curiosidade é que o deslize aconteceu justamente em uma decisão delicada, na qual o ministro estabelecia limites claros ao comportamento digital de Bolsonaro. Caso o ex-presidente volte a desrespeitar as determinações judiciais, como alertou Moraes, a prisão poderá ser decretada “imediatamente”.
Mas, antes disso, o que pegou mesmo foi a confusão entre “mas” e “mais” — porque, no Brasil, nem os ministros escapam dos olhos atentos dos professores de português da internet.