Nikolas cutuca Alcolumbre após derrota na CPMI do INSS

Nikolas cutuca Alcolumbre após derrota na CPMI do INSS

Oposição ignorou indicação do presidente do Senado e assumiu o comando da Comissão

O deputado Nikolas Ferreira (PL-MG) não perdeu a chance de provocar o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), depois que a oposição garantiu o controle da CPMI do INSS, deixando de lado o nome indicado pelo senador.

Em publicação no X, nesta quarta-feira (20/8), Nikolas ironizou:
“Quer dizer que, quando os senadores se unem, eles conseguem barrar o Alcolumbre? Vamos retomar as assinaturas para o impeachment de Moraes e atingir 54?”.

A cutucada veio logo após a reviravolta na Comissão: em vez de Omar Aziz (MDB-AM), apoiado por Alcolumbre, quem acabou eleito presidente foi Carlos Viana (Podemos-MG), por 17 votos a 14. E a derrota governista não parou aí — Viana já empossado nomeou o deputado Alfredo Gaspar (União Brasil-AL) como relator, barrando a escolha do presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), que queria ver Ricardo Ayres (Republicanos-TO) no posto.

A CPMI conta com 32 integrantes entre deputados e senadores, além do mesmo número de suplentes, reunindo governo e oposição num campo que promete disputa acirrada.

Pressão contra Moraes

A fala de Nikolas também resgatou o movimento bolsonarista para tentar emplacar um pedido de impeachment contra o ministro do STF Alexandre de Moraes. No início de agosto, após pressão da oposição, Alcolumbre foi categórico: não pautaria o processo, mesmo que todos os senadores assinassem o requerimento.

Ainda assim, a oposição entregou o pedido ao Senado com 41 assinaturas. Para que o processo avance, seriam necessários os votos de 54 senadores, o equivalente a dois terços da Casa.

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