Nikolas perde a paciência e dá recado duro durante caminhada

Nikolas perde a paciência e dá recado duro durante caminhada

Deputado critica políticos que tentam transformar a mobilização em vitrine eleitoral

Durante a caminhada rumo a Brasília, o deputado federal Nikolas Ferreira demonstrou irritação com políticos que, segundo ele, estão tentando usar o movimento como palco para autopromoção. Em meio ao trajeto, o parlamentar foi direto ao criticar quem tenta transformar o ato em campanha antecipada.

A mobilização, que percorre cerca de 240 quilômetros entre o interior de Minas Gerais e a capital federal, foi idealizada como um protesto simbólico contra decisões judiciais relacionadas aos atos de 8 de janeiro e à situação do ex-presidente Jair Bolsonaro, condenado por tentativa de golpe de Estado.

Em vídeos que circularam nas redes sociais, Nikolas aparece interrompendo a caminhada para dar um recado firme: o movimento não é espaço para disputa política nem vitrine eleitoral. “Estou pouco me importando se alguém é candidato a qualquer coisa. Isso aqui não é palanque”, afirmou, em tom visivelmente exaltado.

Segundo o deputado, a presença de figuras públicas não está proibida, mas ele deixou claro que ninguém deve usar a mobilização para construir imagem política ou buscar engajamento eleitoral. Para Nikolas, a caminhada precisa manter seu caráter simbólico, cívico e popular — longe de interesses individuais.

A caminhada começou a ser articulada por Nikolas nas redes sociais no início da semana e já ultrapassou cerca de 100 quilômetros de percurso. Ao longo do trajeto, aliados políticos passaram a se juntar ao grupo.

Entre os primeiros parlamentares a participar estiveram André Fernandes (PL-CE) e Gustavo Gayer (PL-GO). Já na sequência, o deputado Carlos Jordy (PL-RJ) também anunciou adesão ao movimento. Na terça-feira, Carlos Bolsonaro se uniu à caminhada e declarou que o gesto foi uma forma de reconhecimento e solidariedade a Nikolas e aos demais participantes.

Mesmo com o crescimento do grupo, Nikolas reforça que o foco do movimento não é político-eleitoral, mas simbólico: um ato de protesto, manifestação pública e posicionamento político sem exploração de imagem ou disputa por protagonismo.

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